Durante sabatina, chefe do Executivo baiano revelou que gestores municipais adversários são proibidos pela cúpula oposicionista de buscar parcerias administrativas e convênios.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) escancarou os bastidores da articulação política na Região Metropolitana de Salvador e no interior durante sua participação no Balanço Geral desta quarta-feira (29). Ao debater os gargalos de infraestrutura e saneamento em cidades do entorno da capital, Jerônimo revelou que prefeitos eleitos pela oposição sofrem pressões diretas e vetos institucionais impostos pela cúpula liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Segundo o governador, gestores municipais frequentemente buscam o Palácio de Ondina em busca de convênios para melhorias locais, mas acabam recuando após ordens partidárias.
“O fato de a gente ter um prefeito de oposição às vezes dificulta, não por mim, mas porque ouvimos diversos prefeitos que conversavam conosco sobre obras importantes e depois viram a ordem do ex-prefeito de Salvador dizendo: ‘Não dialogue mais porque é da oposição’. Isso não pode acontecer”, denunciou Jerônimo.
O governador apelou para que os prefeitos superem o divisionismo político pós-eleições e defendam os interesses da população. “A eleição acaba, mas o povo não pode pagar a conta. Se o prefeito tem dor de cotovelo, toma um remédio e passa. O povo precisa de obras, saneamento e saúde”, concluiu.