Salvador, 06/11/2026 16:34

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​Na Flica, Rick Bandeira alerta sobre pressão por números nas redes e diz que algoritmo não substitui empatia humana

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​Durante bate-papo no Cine Teatro Cachoeirano, comunicador defendeu leveza na criação de conteúdo e aconselhou novos influenciadores a priorizarem a saúde mental

​A dependência de métricas e a busca desenfreada por engajamento nas plataformas digitais foram os temas centrais do debate comandado pelo apresentador e influenciador Rick Bandeira na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Integrando a programação da Geração Flica, realizada no Cine Teatro Cachoeirano, o comunicador participou da mesa temática sobre a relação dos criadores com as ferramentas digitais e analisou os desafios da produção independente diante das constantes oscilações das plataformas.

​Em entrevista exclusiva concedida à reportagem do Política ao Ponto logo após a atividade, Rick pontuou que a lógica atual da internet democratizou o alcance de perfis comuns, mas elevou a exigência emocional sobre quem produz. Segundo ele, o segredo para se manter relevante e saudável está no resgate do prazer pessoal pelo trabalho, superando a cobrança cega por estatísticas de visualização.

​Rir da cara do algoritmo é sobre você ter prazer no que você está fazendo mesmo, sabe? E não ficar nessa loucura, nessa gana dos números. Porque a rede social vem mudando, hoje você não consegue mais entender o que é que funciona e o que não funciona, pontuou o apresentador.

​Ao avaliar o avanço das ferramentas de inteligência artificial na rotina criativa, Rick destacou que a tecnologia serve como apoio instrumental, mas não reproduz a sensibilidade humana: A máquina é matemática, então ela vai te dar o sentido do efeito manada, o que é que funciona para a grande massa. Mas é no particular, é no detalhe que a gente vai conseguir fazer a diferença. Ela nunca vai ter a essência que a gente tem, que é a empatia, entender de fato o que o seu público sente para se conectar com você.

​Questionado sobre quais orientações daria aos jovens que sonham em ingressar no mercado de influência digital, o comunicador recomendou prudência e foco no bem-estar psicológico. Que se divirta em todos os sentidos. Vai passar uma informação importante, se divirta com essa informação, pesquise sobre e não coloque na cabeça a pressão dos números. Isso é muito complicado, atinge outras esferas e entra na questão de saúde mental. Trate as redes sociais com leveza, concluiu.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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