Salvador, 18/06/2026 18:31

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“Missa encomendada”, dispara Rosemberg Pinto ao blindar Jaques Wagner e detonar operação da PF

Foto: PAOP

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Líder do governo na Alba criticou desconhecimento da superintendência local sobre as buscas, rechaçou elo com Banco Master e justificou apreensão de moeda estrangeira.

O líder do bloco governista na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), saiu em forte defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) após a deflagração de mais uma etapa da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (18). Em Salvador, o parlamentar subiu o tom contra a ação policial, classificando-a como uma manobra de desgaste político desprovida de lastro jurídico, e apontou estranheza no comportamento institucional da própria corporação.

Rosemberg chamou a atenção para o que considerou uma grave falta de articulação interna na PF, apontando que a superintendência regional na Bahia parecia alheia aos desdobramentos em solo baiano. Para o deputado, é fundamental separar a trajetória pessoal do líder do governo no Senado das investigações corporativas.

“Essa operação da Polícia Federal hoje, que envolve o senador Jaques Wagner, achei muito estranho o desconhecimento do superintendente da Polícia Federal aqui na Bahia. Além do mais, uma coisa é o CPF do senador Jaques Wagner, outra coisa é o CNPJ”, asseverou, destacando que conhece o correligionário há mais de quatro décadas e exaltando suas origens humildes, sindicais e sua atuação histórica na fundação do PT. “Não sinto nele nenhum desejo que o leve a fazer ações à margem da legalidade. Essa questão do CPF é o que Wagner tem que falar. A questão do CNPJ, o CNPJ tem que responder, que não é dele”, emendou.

Emenda com o Banco Master é rechaçada

O líder governista também rechaçou de forma categórica qualquer tentativa de colar a imagem de Jaques Wagner às transações e à regularização do Banco Master. Rosemberg inverteu o ônus político do caso, vinculando a expansão da instituição financeira a decisões chanceladas pelo Banco Central durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro, e não a gestões petistas.

“Essa tentativa de vinculação com o Banco Master me parece uma missa encomendada. Porque as pessoas sabem que o Banco Master, quem deu legitimidade a ele foi o presidente do Banco Central indicado pelo Jair Bolsonaro”, disparou. O deputado relembrou que a direção anterior da autarquia, indicada por Dilma Rousseff, havia vetado a criação do banco, que só obteve aval após mudanças regimentais sob a indicação bolsonarista. “Não há razão de criar nenhum tipo de relacionamento histórico de Wagner com o Banco Master”, justificou.

Defesa do dinheiro em espécie e unidade do grupo

Sobre as quantias em dólares e euros apreendidas nos endereços do senador, Rosemberg minimizou o impacto do episódio. O parlamentar argumentou que os valores em espécie são perfeitamente condizentes com a rotina de missões oficiais internacionais de um político de estatura federal — destacando que Wagner retornou recentemente de uma agenda na China.

“Um homem internacional, um senador que tem relação com o mundo, achar que 35 mil euros ou 50 mil dólares é algo que é inusitado para um senador que faz pelo menos três, quatro, cinco viagens ao exterior por ano? Agora mesmo ele acabou de voltar da China”, questionou, apontando a apreensão como um factoide para tentar comprometer o senador.

Rosemberg Pinto concluiu o posicionamento garantindo a blindagem eleitoral e a coesão inabalável do grupo governista baiano. “Estou tranquilo e afirmo ao meu querido senador e amigo Jaques Wagner toda a minha solidariedade, porque temos total confiança e vamos seguir firmes com o grupo unido, com Jerônimo, com Wagner, com Rui e com Lula”, finalizou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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