A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) descartou neste sábado (18) a possibilidade de integrar uma eventual chapa presidencial encabeçada pelo governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo). A manifestação ocorreu horas após o mineiro afirmar que o nome de Michelle poderia ser considerado para a vaga de vice.
A declaração de Zema foi dada após o 10º Encontro Nacional e Encontro Estadual do Partido Novo, realizado em São Paulo. Ao ser questionado sobre uma possível composição com a ex-primeira-dama, o governador respondeu que o principal critério para a escolha do vice seria ser “ficha limpa” e acrescentou que Michelle “é uma possibilidade, como outras também são”.
Em publicação nos stories do Instagram, Michelle rejeitou a hipótese e afirmou que sequer definiu se disputará uma vaga no Senado nas eleições deste ano.
“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários”, iniciou Michelle.
A ex-primeira-dama também afirmou que sua prioridade, neste momento, é acompanhar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar, e voltou a negar qualquer possibilidade de compor uma chapa com Zema.
Ela destacou ainda que continua “priorizando os cuidados” com Jair Bolsonaro e concluiu que “não [há] nenhuma possibilidade” de ser vice do governador mineiro.
Nos bastidores, a definição sobre uma eventual candidatura de Michelle ao Senado ainda permanece em aberto. Segundo apuração da CNN Brasil, a decisão deverá ser tomada em conjunto com Jair Bolsonaro durante o período das convenções partidárias. Aliados afirmam que, neste momento, a ex-primeira-dama ainda divide opiniões sobre a disputa, com chances consideradas equilibradas entre concorrer e permanecer fora da eleição.
Pelo calendário eleitoral, as convenções partidárias ocorrem entre o fim de julho e o início de agosto. Após essa etapa, os candidatos deverão registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral antes do início oficial da campanha.