Salvador, 20/07/2026 15:41

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Com mais de R$ 1 bilhão em investimentos, Jerônimo afirma que Extremo Sul deixou de ser esquecido pelo Estado

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Gestão do governador concentra em Teixeira de Freitas o maior volume de recursos da região, próximo de R$ 350 milhões

A construção do próximo programa de governo da Bahia passou neste domingo (19) por Teixeira de Freitas. Durante a plenária territorial do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, o governador Jerônimo Rodrigues reuniu representantes dos 13 municípios do Território de Identidade Extremo Sul, além de prefeitos, parlamentares, empresários, agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas, juventudes e movimentos sociais para ouvir propostas e apresentar um balanço das ações realizadas pelo Estado na região.

Ao defender a continuidade dos investimentos públicos, o governador lembrou que o Extremo Sul deixou de ocupar uma posição periférica nas prioridades da gestão estadual. “Os extremos ficaram esquecidos. Diziam que a distância justificava a ausência do governo. Nós questionamos isso. Quem é que está longe? É Salvador do Extremo Sul ou o Extremo Sul de Salvador? É uma questão de boa vontade. E nós temos essa boa vontade.”

A escolha de Teixeira de Freitas para sediar a plenária ganha ainda mais significado diante do balanço da própria gestão estadual. Entre 2023 e junho de 2026, o município recebeu R$ 346,8 milhões em investimentos, o maior volume de recursos entre as cidades do Território de Identidade Extremo Sul. Em todo o território, o Governo da Bahia contabiliza mais de R$ 1 bilhão em investimentos.

Jerônimo lembrou que a atuação do Estado na região foi fortalecida nos últimos anos e citou como exemplos a resposta às enchentes que atingiram o Extremo Sul e a ampliação de obras estruturantes na região.

Duplicação da BR-101 e ampliação da infraestrutura hídrica estão entre as demandas

Durante a plenária, Jerônimo destacou algumas das propostas apresentadas ao longo do processo de escuta popular que deverão orientar o planejamento dos próximos anos. Entre elas, citou a defesa da duplicação da BR-101, a ampliação da infraestrutura hídrica com novas barragens para aumentar a capacidade de armazenamento de água e reduzir os impactos das enchentes, além da continuidade dos investimentos em educação superior, infraestrutura e políticas públicas voltadas aos distritos, assentamentos, aldeias e comunidades quilombolas.

“Cada proposta apresentada aqui será analisada. Essa região merece a duplicação da BR-101 e precisa ampliar sua capacidade de armazenamento de água. Vamos buscar esses investimentos junto ao Governo Federal.”

Os investimentos já executados ajudam a explicar a importância estratégica da região. Entre as principais entregas realizadas em Teixeira de Freitas estão o Hospital Estadual Costa das Baleias, o Campus Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), a implantação do serviço regional de radioterapia e obras de infraestrutura, mobilidade urbana e abastecimento de água.

Sociedade civil destaca melhorias na região

Representando o setor da construção civil, o empresário Betão afirmou que o programa Minha Casa, Minha Vida transformou sua trajetória profissional e impulsionou o desenvolvimento econômico de Teixeira de Freitas.

“Hoje nossa associação reúne mais de 160 construtores de pequeno, médio e grande porte. Tudo isso nasceu das oportunidades criadas pelo Minha Casa, Minha Vida.”

Representando os movimentos sociais, Liu relacionou a própria trajetória às políticas públicas implementadas para o campo, a educação e a inclusão social, destacando que os investimentos realizados nos últimos anos alteraram a relação entre o Estado e as populações historicamente excluídas.

“Mais do que inaugurar escolas, estradas ou equipamentos públicos, o que de verdade a gente inaugura na Bahia é um novo tempo. Um tempo em que o povo pode sonhar, viver com dignidade e ser tratado como sujeito de direitos.”

A dirigente destacou ainda que o fortalecimento das políticas voltadas para a agricultura familiar, os assentamentos, as comunidades quilombolas, os povos indígenas e a educação demonstra que a participação popular continua sendo um dos pilares da construção das políticas públicas no estado.

Encerrando a plenária, Jerônimo afirmou que as contribuições apresentadas pela população do Extremo Sul passarão a integrar o conjunto de propostas que está sendo construído pelo Programa de Governo Participativo em toda a Bahia. Segundo ele, o objetivo é fazer com que o próximo programa de governo reflita as prioridades apontadas pela sociedade nos diferentes territórios de identidade do estado.

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