Senador lembra que privatização da Ebal ocorreu em 2018 para barrar rombo de R$ 80 milhões e que instituição financeira foi autorizada pelo Banco Central na gestão Bolsonaro
O senador Jaques Wagner (PT-BA) rebateu categoricamente as tentativas de adversários políticos de vincular seu nome e a administração estadual às investigações envolvendo o Banco Master. As declarações foram prestadas à Rádio Brisa Mar 96.5 FM, de Esplanada.
Wagner esclareceu a cronologia dos fatos, destacando que a alienação da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), antiga controladora da rede Cesta do Povo, ocorreu em 2018 para estancar perdas de R$ 80 milhões anuais aos cofres públicos, antes de qualquer operação bancária vinculada ao empresário Daniel Vorcaro.
“O Banco Master foi criado no governo Bolsonaro. Quando nós privatizamos a rede de supermercado que dava prejuízo de 80 milhões por ano, foi em 2018. O Banco Master e Daniel Vorcaro só entram em cena quando o presidente do Banco Central indicado por Bolsonaro autoriza ele a comprar o banco”, detalhou o parlamentar.
O líder governista classificou as ilações como estratégia eleitoral da oposição para encobrir irregularidades de aliados. “A tentativa de envolver o Estado da Bahia e o meu nome não passa de uma manobra diversionista para tentar tirar do colo dos verdadeiros donos do problema, que são o governo Bolsonaro e o candidato a presidente deles que recebeu 60 ou 70 milhões de dólares. É época eleitoral e meus advogados estão trabalhando”, afirmou.