Diante de relatos de insatisfação na base de ACM Neto, deputado nega atritos internos e assegura “pura harmonia” no núcleo duro da oposição.
SALVADOR — Um momento de visível sensibilidade política marcou a entrevista do deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) ao vivo no Giro Baiana. Instigado pela bancada de jornalistas sobre a existência de fraturas e “fogo amigo” dentro do arco de alianças de ACM Neto, o parlamentar precisou entrar em campo como uma espécie de “bombeiro institucional” para negar desentendimentos entre veteranos do grupo oposicionista, especificamente envolvendo o ex-presidente da ALBA Marcelo Nilo e o senador Ângelo Coronel (PSD).
A saia justa foi armada quando o apresentador Zé Eduardo trouxe à tona comentários de bastidores atribuídos a Marcelo Nilo, que teriam minimizado o peso político da chegada de Ângelo Coronel à base de apoio de Neto, alegando que o senador não traria bases expressivas ou lideranças municipais de relevância. Segundo a bancada do programa, os rumores indicavam inclusive que ACM Neto estaria irritado com a situação. Sandro Régis interveio imediatamente para rechaçar a fofoca política e blindar a coesão da chapa majoritária. “Aí não existe, bicho. Quem está retado são eles que estão chegando. Nós estamos, meu amigo, na pura harmonia. Você se lembra daquela seleção com Falcão, com Zico? A majoritária está jogando por música. Os caras se entendem no olhar, rapaz”, garantiu o deputado.
Apesar da defesa veemente da unidade, o clima pesou quando os entrevistadores lembraram o histórico eleitoral recente de Marcelo Nilo, pontuando que o ex-deputado enfrentou reveses nas urnas nas últimas duas eleições e questionando se o seu volume de críticas internas não seria desproporcional à sua densidade atual. Percebendo o risco de se indispor com o aliado de longa data ao vivo, Régis recuou estrategicamente e evitou endossar a linha de ataque dos comunicadores. “Não estou dizendo isso, não bote palavras na minha boca, não. Quem está falando isso é você”, esquivou-se, em tom descontraído.
Para encerrar o assunto e diluir o foco do atrito interno, o deputado preferiu exaltar a engenharia eleitoral da chapa proporcional da oposição, destacando o crescimento e a musculatura de partidos parceiros como o Republicanos e o Republicanos/PDT, citando o deputado federal Léo Prates como um “fenômeno CDF” detentor de um valioso voto de opinião em todo o estado. Régis assegurou que, apesar das naturais disputas por espaço nos bastidores de qualquer grupo político grande, o foco central de todas as lideranças permanece integralmente voltado para a eleição majoritária de ACM Neto.
