Presidente da OAB-BA criticou morosidade de banca examinadora e lamentou que posse prevista para o início de 2026 não tenha se concretizado.
A carência crônica de magistrados titulares nas comarcas do interior da Bahia e nas varas da capital foi apontada pela presidente da OAB-BA, Daniela Borges, como o principal gargalo para a prestação jurisdicional no estado. Em entrevista ao Balanço Geral da Rádio Sociedade nesta terça-feira (3), a advogada cobrou celeridade na conclusão do concurso público do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e lamentou que o cronograma inicial de nomeações tenha sido frustrado por entraves operacionais da banca examinadora.
Ao prestar contas das ações da entidade em defesa da celeridade processual, Daniela ressaltou que o preenchimento dos cargos vagos é uma pauta prioritária e urgente para garantir o acesso do cidadão à Justiça. “A gente tá, sem dúvida nenhuma, na luta para que finalmente tenhamos todas as varas supridas por juízes no nosso estado. A gente sempre diz que esse é o maior desafio hoje da Justiça baiana: ter um juiz em cada vara”, declarou.
A presidente da OAB-BA expôs a frustração com o atraso no ingresso de novos magistrados ao longo de 2026. “O concurso infelizmente tá tramitando lentamente por causa da instituição que tá realizando o concurso. A nossa expectativa era que nós já tivéssemos em fevereiro ou março a posse dos juízes. Isso infelizmente não vai acontecer, mas o concurso tá na iminência de se desdobrar”, asseverou, assegurando que a seccional continuará pressionando os órgãos competentes para agilizar o desfecho do certame.