No cenário estimulado total, petista registra 46,4% ante 44,6% do senador do PL; levantamento aponta melhora na aprovação do governo e vantagem de Lula na expectativa de vitória
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) travam uma disputa rigorosamente equilibrada pelo Palácio do Planalto no segundo turno, aponta levantamento do instituto Vox Brasil divulgado neste domingo (18). Na contagem de votos válidos — recorte oficial adotado pela Justiça Eleitoral que desconsidera brancos e nulos —, o candidato à reeleição soma 51%, contra 49% do parlamentar liberal, configurando empate técnico na margem de erro.
No cenário estimulado geral, que contabiliza a totalidade dos eleitores consultados, o petista aparece com 46,4% das intenções de voto, ao passo que Flávio Bolsonaro atinge 44,6%, uma diferença de 1,8 ponto percentual favorável ao presidente. Os entrevistados que declaram intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum somam 5%, enquanto 3,9% afirmam estar indecisos ou não souberam responder.
Os números revelam uma oscilação positiva de ambos os candidatos na comparação com a rodada anterior do instituto, conduzida dez dias antes. Naquele levantamento, Lula pontuava com 44,2% (avanço de 2,2 pontos percentuais nesta medição), enquanto Flávio registrava 42,7% (crescimento de 1,9 ponto percentual).
A sondagem avaliou também o termômetro de expectativa de poder perante as urnas do próximo dia 25 de outubro. Quando questionados sobre quem vencerá a eleição, independentemente da preferência individual, 46,9% dos entrevistados apostam na vitória de Lula, contra 41,6% que acreditam no êxito de Flávio Bolsonaro.
O levantamento captou ainda uma melhora nos índices de aprovação da administração federal: a taxa de desaprovação ao governo Lula recuou de 51,6% para 49,2%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46,5%. O grupo que não soube ou não opinou representa 4,3%.
O instituto Vox Brasil ouviu presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios em diferentes regiões do país entre os dias 15 e 17 de outubro de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, sob um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada com recursos próprios pelo valor de R$ 50 mil e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04332/2026.