Salvador, 25/10/2026 16:16

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Lula denuncia retenção de ônibus em capitais, pede prorrogação da votação ao TSE e fala em pedir prisão de prefeitos

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Em pronunciamento em São Paulo, candidato do PT citou capitais e cidades baianas como Salvador, Feira e Lauro de Freitas; prefeito soteropolitano Bruno Reis nega boicote e afirma que atrasos pontuais foram causados por manifestações sindicais

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento público na tarde deste domingo (25), em São Paulo, denunciando uma suposta retirada coordenada de linhas de transporte público em diversas capitais e cidades brasileiras durante o segundo turno das eleições presidenciais. O líder petista cobrou providências imediatas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu a extensão do horário de votação nos municípios atingidos e declarou que a sua coligação solicitará a prisão dos gestores municipais que teriam atuado para dificultar a locomoção de eleitores.

Segundo Lula, os relatos de escassez de frotas e atrasos ocorreram de maneira generalizada em múltiplos estados:

“Aqui em São Paulo quase 40% dos ônibus foram tirados de circulação. Na Bahia foram tirados ônibus de circulação, e em vários estados: São Paulo, Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Recife, Sergipe, Maceió, João Pessoa, e no Pará até balsas pararam de circular. Nós estamos entrando… quero avisar ao ministro Kassio Nunes e ao ministro André Mendonça, que dirige a Suprema Corte Eleitoral, que tem algumas coisas a serem feitas: primeiro, garantir que os eleitores que foram prejudicados por atraso de ônibus, por retirada de ônibus, tenham a chance de votar”, afirmou.


O presidente fez um apelo para que a população permaneça nas filas e anunciou o pedido formal de extensão do horário de encerramento das urnas, citando diretamente prefeitos de grandes colégios eleitorais:

“O que eu quero pedir é que o povo não desista de votar. Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana ou algum prefeito mau-caráter, bandido, tentou evitar que o povo possa votar. Nós estamos pedindo para a Suprema Corte para que ela possa prorrogar o processo eleitoral para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeito — prefeito de Salvador, prefeito de Feira de Santana, prefeito de São Paulo — compareçam para votar! Porque depois das eleições o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral”, disparou Lula.


A representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) junto ao TSE pleiteia prorrogação do encerramento das urnas até as 19h nas cidades afetadas e a apuração de abuso de poder político.

Contraponto da Prefeitura de Salvador Citado nominalmente por Lula, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), negou veementemente qualquer determinação para suprimir ou diminuir a frota de ônibus na capital. Ao votar pela manhã no Vale do Canela, Bruno Reis sustentou que o município opera com tarifa gratuita e que Salvador historicamente adota o passe livre eleitoral de forma espontânea.

O gestor soteropolitano explicou que 75 veículos tiveram a saída temporariamente atrasada na garagem de uma concessionária devido à colagem de adesivos eleitorais por manifestantes ligados à oposição, mas que a frota completa foi liberada em seguida para circular normalmente e garantir o transporte da população.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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