Salvador, 09/09/2026 04:59

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Lula aciona AGU após STF afastar diretor-geral da Polícia Federal

Lula (8)
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta terça-feira (8), no Palácio da Alvorada, o advogado-geral da União, Jorge Messias, em meio à repercussão da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento temporário do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Após a reunião, a Advocacia-Geral da União informou que vai recorrer da decisão. O governo argumenta que o afastamento do chefe da PF é uma atribuição exclusiva do presidente da República e que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua competência ao tomar a medida de forma individual.

O ministro determinou que Andrei Rodrigues permaneça afastado por 90 dias. Segundo Mendonça, o diretor da PF teria sido alvo de um suposto “monitoramento sistemático e ilegal” durante mais de um mês.

Enquanto durar o afastamento, o comando da corporação ficará com o delegado William Marcel Murad, atual diretor-executivo da Polícia Federal.

Decisão gera reação no governo

A determinação de Mendonça já recebeu apoio da maioria da Segunda Turma do STF. Os ministros Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o entendimento do relator. O julgamento foi suspenso após pedido de vista de Gilmar Mendes. Dias Toffoli ainda não votou.

A decisão provocou novas críticas do governo ao Supremo, especialmente diante do avanço das investigações envolvendo o Banco Master.

O ministro José Guimarães (PT), responsável pela articulação política do governo, classificou o afastamento como “descabido” e afirmou que a medida pode ter motivação eleitoral.

“Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral”, declarou Guimarães, defendendo que o STF avalie o caso.

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