Governador respondeu a dados do MP sobre baixa operacionalização dos equipamentos corporais e destacou que tecnologia serve também para blindar policiais de falsas acusações.
A lenta evolução na implementação das câmeras corporais nos uniformes da Polícia Militar foi tema central da entrevista com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) no telejornal Band Cidade, em Salvador, nesta terça-feira (8). Cobrado com base em relatório do Ministério Público que apontou apenas 8% da tropa utilizando os dispositivos e um contingente irrisório de equipamentos em operação simultânea, o governador assumiu a paternidade da política pública, justificou entraves burocráticos e garantiu a expansão da frota.
Jerônimo defendeu a transparência gerada pelos equipamentos e afirmou que as câmeras corporais funcionam como instrumento de proteção técnica e jurídica para o próprio policial durante ações de confronto. “O agente de segurança pública é um servidor e tem que prestar contas à sociedade. A transparência serve tanto para a sociedade compreender a competência do profissional, mas também para protegê-lo. Às vezes, o profissional precisa daquelas imagens como defesa legal caso precise”, argumentou o petista.
Sobre a demora no cronograma original de entregas, o chefe do Executivo estadual relatou dificuldades burocráticas no repasse federal e explicou a guinada para uma licitação estadual própria. “Fui eu, Carolina, o governador Jerônimo, que implantou as câmeras nos fardamentos dos profissionais. Eu quero aumentar e vou aumentar. Nós tivemos uma dificuldade no início quando o Ministério da Justiça se comprometeu com uma cessão de câmeras e demorou, ainda na época do ministro Flávio Dino. Por isso, corremos atrás, fizemos uma licitação estadual e compramos”, explicou.