Secretário minimizou insinuações da oposição e lembrou que Paulo Souto perdeu a eleição em 2006 mesmo com o apoio de 380 gestores municipais.
A disputa pelo apoio dos prefeitos do interior baiano voltou a subir a temperatura da campanha. Após o candidato da oposição, ACM Neto (UB), insinuar que os gestores alinhados ao Palácio de Ondina poderiam mudar de lado no momento do voto, o secretário estadual Adolpho Loyola descartou o risco de traição e relembrou fracassos históricos do antigo carlismo.
Durante sabatina no programa Giro Baiana, da BNewsTV, Loyola resgatou a eleição que tirou a direita do poder na Bahia. “Paulo Souto foi para aquela disputa de 2006, quando perdeu a sua reeleição, com apoio de 380 prefeitos da Bahia. […] O candidato [ACM Neto] tá confiando na traição dos prefeitos para poder ganhar a eleição”, disparou o articulador político de Jerônimo Rodrigues.
Para o secretário, a relação atual com os municípios é estrutural e baseada em entregas reais, distante do coronelismo de antigamente. “Não é a do chicote na mão e o dinheiro na outra. É uma aliança de construção da melhoria de vida das da população. […] Os prefeitos que não estão conosco sabem que não serão perseguidos como era na época do carlismo”, sentenciou Loyola.