Salvador, 15/08/2026 18:40

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Lídice da Mata participa da Festa da Boa Morte e celebra resistência das mulheres negras em Cachoeira

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A candidata a deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), participou na manhã deste sábado (15), em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, das celebrações da Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, uma das mais importantes manifestações da cultura afro-brasileira na Bahia. A candidata acompanhou a programação religiosa e cultural que reúne fé, ancestralidade e resistência em uma tradição protagonizada por mulheres negras.

Reconhecida como Patrimônio Imaterial da Bahia desde 2010, a Festa da Boa Morte é realizada tradicionalmente entre os dias 13 e 17 de agosto. O dia 15 é dedicado a Nossa Senhora da Glória e reúne missa solene, procissão e a posse da nova comissão da Irmandade. A celebração também é marcada pelo samba de roda e por outras manifestações da cultura popular.

A Irmandade da Boa Morte tem origem na devoção de mulheres negras e sua presença em Cachoeira é tradicionalmente situada por volta de 1820. Segundo o IPAC, as próprias irmãs associam a origem da devoção a um pedido pelo fim da escravidão feito por africanas a Nossa Senhora da Boa Morte.

Para Lídice da Mata, participar da celebração é também reconhecer a importância histórica das mulheres negras na construção da identidade baiana e na preservação de uma memória que atravessa gerações.

“Participar da Festa da Boa Morte é reverenciar a força das mulheres negras que, geração após geração, mantiveram viva uma tradição de fé, resistência e liberdade. Essa festa nos lembra que a cultura ancestral da Bahia é também uma história de luta, coragem e resistência que precisa ser preservada e transmitida às novas gerações”, afirma Lídice.

Lídice destaca ainda que a preservação da Festa da Boa Morte representa a valorização de uma das expressões mais fortes da identidade cultural do Recôncavo e do legado deixado pelas mulheres negras que ajudaram a construir a Bahia.

“A Boa Morte é memória viva. É a voz de mulheres que transformaram a fé em resistência e fizeram da ancestralidade uma força para seguir lutando por liberdade, dignidade e igualdade”, acrescenta.

Crédito da foto: Roberto Viana

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