Área de 4,7 mil metros quadrados, onde funcionaram o Hotel Caroá e o Colégio Santanópolis, deverá reunir secretarias municipais e ampliar atendimento próximo ao Paço Municipal
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), anunciou nesta sexta-feira (22) a assinatura do decreto que declara de utilidade pública uma área no Centro da cidade para a implantação do novo Centro Administrativo Municipal.
O anúncio foi realizado no Paço Municipal Maria Quitéria, com a presença do vice-prefeito e secretário municipal de Educação, Pablo Roberto, além de secretários, representantes de autarquias, vereadores, profissionais da imprensa e moradores.
Formalizada pelo Decreto nº 14.532, de 22 de maio de 2026, a desapropriação alcança quatro imóveis pertencentes ao Centro Administradora de Imóveis Ltda., com área total de 4.757,94 metros quadrados. O conjunto fica ao lado da sede da Prefeitura, com acessos pelas avenidas Getúlio Vargas e Senhor dos Passos e pela Rua José Joaquim Seabra.
No local funcionaram, em diferentes períodos, o antigo Hotel Caroá, o Colégio Santanópolis e a residência da família de Áureo Filho. A área também possui dois prédios e um espaço amplo de estacionamento, que deverá ser utilizado por servidores e cidadãos que buscarem atendimento nos órgãos municipais.
Durante o anúncio, José Ronaldo afirmou que a decisão foi tomada após estudos e negociações conduzidos pela Secretaria Municipal de Planejamento. Segundo o prefeito, o espaço será adaptado para receber secretarias que atualmente funcionam em imóveis alugados, com o objetivo de reduzir despesas e facilitar o acesso da população aos serviços públicos.
“Desapropriamos, vamos agora passar a escritura, passar o documento e fazer um levantamento através de técnicos da Secretaria de Planejamento, engenheiros, arquitetos, para fazer um levantamento para que a gente implante as diversas secretarias que serão instaladas. É uma área enorme, vizinha da Prefeitura, então podemos até fazer ligações internas”, afirmou o prefeito.
De acordo com as informações divulgadas, nove secretarias municipais já funcionam em prédios próprios. A transferência para o novo Centro Administrativo deverá priorizar, inicialmente, pastas instaladas em imóveis alugados. Secretarias como Educação e Saúde não devem integrar a primeira etapa de mudança, por já possuírem ou terem previsão de sedes próprias.
José Ronaldo também destacou a importância histórica da área escolhida. O prefeito afirmou ter estudado durante dois anos no Colégio Santanópolis e ressaltou que a implantação do equipamento público permitirá dar nova destinação a imóveis ligados à memória urbana de Feira de Santana.
“É uma coisa que a gente vem estudando há algum tempo, esse processo todo, e graças a Deus chegamos a uma conclusão que deveríamos desapropriar essa área de terra aqui vizinho da Prefeitura, onde por algum tempo funcionou o Hotel Caroá, onde por muito tempo também foi a residência da família do senhor Áureo Filho, por décadas funcionou o Colégio Santanópolis de Feira, que educou tanta gente nesta terra e eu tive o prazer de estudar dois anos também nesse colégio”, declarou.
Além da reorganização administrativa, a Prefeitura afirma que a permanência das secretarias na região central busca preservar o fluxo de pessoas e fortalecer o comércio local. José Ronaldo disse temer que a retirada de órgãos públicos do Centro provoque redução da circulação de consumidores e impacto em estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços.
“Tenho muita preocupação porque, nos locais neste país onde alguns órgãos públicos saíram do centro da cidade e ficaram distantes, terminou o centro da cidade ficando esvaziado”, afirmou.
O secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, informou que a negociação foi conduzida de forma reservada durante cerca de um ano, para evitar especulações sobre o processo. Segundo ele, a Caixa Econômica Federal realizou a avaliação dos imóveis e verificou a viabilidade financeira da operação para o município.
Após a desapropriação, equipes de engenharia, arquitetura e planejamento deverão elaborar os projetos de adaptação dos prédios e definir a distribuição das secretarias no novo espaço. Até o momento, a Prefeitura ainda não divulgou o custo total das intervenções nem o cronograma para início das obras e transferência dos órgãos municipais.
