O pré-candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (4), em entrevista ao podcast Aqui Só Política, que Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, tem se destacado no cenário político nacional, principalmente pelo estilo de comunicação e articulação.
Ao comentar o desempenho eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, Roma destacou que o resultado de 2022 não foi definido pela votação na Bahia. “Nas eleições passadas, Jair Bolsonaro teve, não só a grande rejeição aqui na Bahia, como a grande quantidade de votos, mas eu gosto sempre de lembrar que não foi pela Bahia que ele perdeu a eleição, mas sim pela diminuição de votos, especialmente em São Paulo, porque se comparar 2018 a 2022, a Bahia, inclusive, deu mais votos ao presidente Bolsonaro do que na eleição anterior”, afirmou.
Sobre Flávio Bolsonaro, Roma ressaltou diferenças em relação ao pai. “Flávio Bolsonaro tem surpreendido muita gente, ele é um político muito habilidoso, tem uma comunicação bem diferente do pai. O pai sempre teve um jeito muito espontâneo, e às vezes chegava a ser um certo ‘sincerocida’, de forma que algumas declarações que muitos brasileiros até se sentiam nele como um porta-voz, mas muitas vezes ele criava até munição contra o próprio candidato. Isso ocorreu durante toda a eleição, ele deu muita munição aos seus adversários, diferente de Flávio, que tem um estilo de comunicação muito suave, de forma muito transparente com as pessoas. Ele é um excelente articulador político. Ele é, obviamente, muito mais ponderado”, disse.
O pré-candidato também mencionou pesquisas de opinião e avaliou que o senador tem ampliado sua aceitação no estado. “A rejeição dele já caiu, isso é o que mostra as pesquisas aqui no estado da Bahia. Já caiu bastante, está já com a aceitação maior do que Jair Bolsonaro teve na eleição passada. Eu acho que tem muito espaço, sobretudo porque eu acho que agora também aumenta a decepção com o atual governo”, declarou.
Na entrevista, Roma ainda fez críticas à política tributária e à gestão estadual, citando os governos de Rui Costa e Jerônimo Rodrigues. “Porque o atual governo aumentou muitos impostos no pescoço do cidadão, que tem sido especialidade do PT. Aqui na Bahia então nem se fala. Rui Costa, depois de passar 8 anos hospedado lá no Palácio Ondina, deixou de presente para os baianos mais 1% linear do ICMS pesando o pescoço do cidadão. Entrou Jerônimo Rodrigues, cheio de alegria, sorriso pra lá e pra cá, mas ouviu falar na reforma tributária já aumentou mais 2% no ICMS, que hoje é um dos ICMS mais pesados do Brasil, em cima do pescoço do baiano, o que dificulta o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.
Por fim, o ex-ministro apontou dificuldades para o crescimento econômico da Bahia e criticou a falta de projetos estruturantes. “Não está fácil para nenhum estado do Brasil hoje estar atraindo investimentos, indústrias, estruturas comerciais para que possa dar oportunidade para que o nosso povo possa melhorar de vida, menos ainda se o estado tem tanto imposto como é o caso da Bahia e não tem uma direção certa para desenvolvimento. Você não vê projetos encabeçados pelo governo ou mesmo apoiados pelo governo que propiciem o desenvolvimento e uma oportunidade para que a nossa população que tem tanto talento possa sim ter oportunidade. As pessoas têm que ir para São Paulo, Santa Catarina e por aí vai para ter oportunidade”, concluiu.
