Salvador, 24/08/2026 12:07

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João Roma diz que governo cortou beneficiários do Bolsa Família e aumentou no ano eleitoral: “Só querem voto, não querem ajudar as pessoas”

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João Roma criticou nesta segunda-feira (24) a retomada do crescimento do número de famílias unipessoais atendidas pelo Bolsa Família em 2026, após a forte redução registrada desde o início do atual governo. Segundo dados publicados pela Folha de S.Paulo, esse grupo chegou ao pico de 5,9 milhões em janeiro de 2023, número que refletia a folha de pagamento de dezembro de 2022, quando Roma era ministro da Cidadania, e foi caindo até chegar a 3,5 milhões em janeiro deste ano.

A tendência, porém, se inverteu neste ano eleitoral. No mês passado, já eram 3,9 milhões de famílias unipessoais, um acréscimo de 344 mil apenas nos primeiros sete meses de 2026. No mesmo período, o total de famílias beneficiárias do Bolsa Família passou de 18,8 milhões para 19,3 milhões.

“O governo passou anos justificando cortes e pente-fino com o argumento de que precisava corrigir distorções no cadastro. Agora, justamente em ano eleitoral, o número volta a crescer. O que mudou? Por que essa tendência se inverteu? Me leva a pensar que só querem voto, não querem ajudar as pessoas de verdade”, afirmou Roma.

Ex-ministro da Cidadania e responsável pela implantação do Auxílio Brasil, que triplicou o valor do Bolsa Família e zerou a fila de espera do programa, Roma também contrapôs o modelo defendido durante sua gestão à atual política social. “Sempre defendemos que a transferência de renda precisa proteger quem mais necessita, mas também criar caminhos para que as pessoas conquistem sua autonomia. O objetivo de uma política social não pode ser tornar o cidadão permanentemente dependente do Estado”, disse.

Roma lembrou ainda que criticou os cortes realizados no Bolsa Família a partir de 2023 e afirmou que o governo precisa esclarecer tanto as exclusões anteriores quanto a expansão registrada agora. “Quem depende desse dinheiro para colocar comida dentro de casa precisa de segurança e de regras transparentes, não de uma política que muda conforme a conveniência do governo. O brasileiro merece saber quais critérios justificaram os cortes e quais explicam o aumento de beneficiários neste momento”, concluiu.

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