O ex-ministro e pré-candidato ao Senado pelo PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta quinta-feira (9) que o campo conservador deve preservar a unidade diante das articulações para as eleições de 2026 e tratou como naturais as especulações sobre um eventual desgaste na relação política entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em entrevista, Roma disse que divergências são comuns na atividade política, sobretudo quando envolvem integrantes de uma mesma família, mas avaliou que o grupo deve priorizar a convergência em torno de um projeto eleitoral.
“Nós sabemos que a política é um território muito áspero, especialmente quando começa a envolver a participação de pessoas da família. Já vimos muitos episódios disso em vários locais”, afirmou.
O ex-ministro também citou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao defender a permanência de Michelle Bolsonaro como uma das principais lideranças do partido. Segundo Roma, o dirigente sempre estimulou a atuação política da ex-primeira-dama.
“O Valdemar também foi um entusiasta da caminhada de Michelle pelo Brasil. Aqui na Bahia mesmo promoveu uma grande reunião. Ele torce, assim como eu, para que tudo isso se decante e que a gente consiga confluir, porque os propósitos são muito similares”, disse.
Ao comentar as interpretações sobre a relação entre Bolsonaro e Michelle, Roma afirmou que as diferenças internas não devem comprometer o projeto político do grupo e recorreu a uma analogia para defender a continuidade da aliança.
“Ah, mas um foi sentado na janela e o outro no corredor… Poxa, minha gente, arruma isso aí porque o carro está andando. Não vamos descer do carro no meio de uma viagem dessa”, declarou.
Na avaliação do pré-candidato ao Senado, o momento exige que o partido concentre esforços na construção da estratégia para a disputa eleitoral, deixando em segundo plano as divergências internas.
“Valdemar, que tem muita experiência na política brasileira, torce para que a gente consiga serenar esses ânimos e focar no que é fundamental para o futuro do Brasil”, concluiu.