O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou a situação da saúde pública no estado e defendeu a adoção do programa Pix Saúde, proposta pelo candidato a governador ACM Neto (União Brasil), para reduzir a fila da regulação. A declaração foi feita nesta quarta-feira (23), durante entrevista à Rádio Ipirá FM.
“A questão do atendimento à saúde pública no estado da Bahia virou uma verdadeira calamidade. É motivo de vergonha e constrangimento para o cidadão baiano, especialmente para os mais humildes”, afirmou.
Segundo Roma, a dificuldade para conseguir atendimento hospitalar passou a fazer parte da rotina de muitas famílias. “Quase todo dia você vê uma lista correndo no WhatsApp, pessoas pedindo, pelo amor de Deus, por um internamento para um amigo querido”, disse.
O candidato também criticou a gestão dos recursos da saúde e afirmou que a demora na realização de procedimentos pode aumentar os custos e prolongar o sofrimento dos pacientes. “Muitas vezes se gasta até mais para não atender as pessoas, colocando o paciente na espera, ocupando um leito de hospital, sem resolver o exame, o internamento ou a cirurgia”, declarou.
Durante a entrevista, Roma defendeu ainda o Pix Saúde. Pelo modelo defendido, em situações de urgência e emergência, caso o procedimento necessário não esteja disponível na rede pública, o Estado poderia custear o atendimento do paciente em clínicas e hospitais privados.
“É um formato para que, quando a pessoa precisar de um internamento ou de uma cirurgia e não encontrar esse atendimento na rede pública, o Estado possa pagar para que ela seja atendida na rede privada”, explicou.
Roma afirmou que a medida também poderia contribuir para descentralizar o atendimento e reduzir a necessidade de deslocamentos para Salvador. “Às vezes, a pessoa está lá em Baixa Grande e precisa se deslocar até Salvador para fazer um procedimento. Isso dificulta ainda mais a vida de quem já está enfrentando um problema de saúde”, afirmou.