O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (27) que o Congresso Nacional pode dificultar a aprovação de propostas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o objetivo de desgastar o petista e abrir espaço para uma alternativa política na eleição presidencial de 2030.
Em entrevista à rádio Piatã FM, Jerônimo levantou a hipótese de que a resistência de setores do Legislativo à agenda do Executivo tenha motivação eleitoral.
“O Congresso pode ter o propósito de travar, não fazer, exatamente para queimar o presidente e, aí, em 2030, vir com uma onda de ‘salvador da pátria’”, afirmou.
A avaliação do governador ocorre em meio às disputas entre o Palácio do Planalto e o Congresso pela aprovação de medidas de interesse do governo federal. Na entrevista, o petista relacionou o cenário à possibilidade de grupos políticos tentarem enfraquecer Lula antes da próxima eleição presidencial.
Jerônimo cita início do terceiro mandato
Ao comentar a relação entre Executivo e Legislativo, Jerônimo comparou o momento atual ao início do terceiro mandato de Lula, em 2023. Segundo o governador, o presidente enfrentou dificuldades orçamentárias e precisou negociar com o Congresso para viabilizar medidas da gestão.
Para o petista, a articulação política é um fator importante para garantir a implementação das políticas públicas e evitar que disputas entre os Poderes impeçam o avanço da agenda governamental.
Governador cita Bolsa Família e Pé-de-Meia
Jerônimo também mencionou programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e iniciativas voltadas à educação, como o Pé-de-Meia, ao defender medidas que ampliem a circulação de recursos na economia.
Na avaliação do governador, a distribuição de renda para um número maior de pessoas contribui para movimentar a atividade econômica. Ele também citou as apostas esportivas, conhecidas como bets, ao abordar a destinação de recursos para setores capazes de estimular a economia.
As declarações reforçam a preocupação do governador com os efeitos das disputas políticas sobre a agenda do governo federal e com a possibilidade de o embate entre Executivo e Legislativo influenciar a corrida presidencial de 2030.