Salvador, 19/10/2026 11:18

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Jerônimo Rodrigues descarta retaliação a prefeitos da oposição e diz: “Lugar é do povo”

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Governador reeleito defende que divergências eleitorais não interfiram na administração pública e cita postura de Lula no debate como exemplo de respeito institucional

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), garantiu nesta segunda-feira (19) que não adotará medidas de retaliação contra prefeitos e prefeitas que apoiaram adversários políticos ou fizeram campanha contra a sua reeleição. O petista enfatizou que a responsabilidade à frente do Executivo estadual exige maturidade política e que o interesse público deve se sobrepor às disputas partidárias.

“Eu não vou retaliar nenhuma prefeitura porque não me apoiou ou porque votou contra”, declarou o governador.

Jerônimo afirmou que pretende deixar de lado eventuais episódios de hostilidade e ofensas ocorridos durante o período eleitoral, por compreender que o cargo exige uma postura institucional. Ele ressaltou que a função de governador não é uma propriedade pessoal, mas sim um compromisso com a população.

“Meu lugar que o povo me deu de reeleito, eu tenho um lugar a respeitar, não que seja só meu, ele é meu porque eu gerencio esse lugar de governador, mas ele é do povo”, afirmou.

Para embasar sua postura, o governador citou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no recente debate eleitoral como um exemplo de comportamento adequado para um chefe do Executivo. Na avaliação de Jerônimo, o presidente manteve o respeito ao adversário, mesmo diante de provocações.

Cooperação com os municípios

A fala de Jerônimo ganha peso em meio ao acirramento político na Bahia, onde lideranças locais e estaduais têm se dividido em torno das candidaturas presidenciais. O governador reforçou que as diferenças partidárias não podem se transformar em barreiras para a administração pública.

A postura institucional sinalizada por Jerônimo é fundamental para a continuidade de políticas públicas que dependem da parceria entre o Estado e as prefeituras. Essa cooperação é essencial para o funcionamento de áreas prioritárias, como saúde, infraestrutura, educação e assistência social, garantindo que o atendimento à população não seja prejudicado por questões eleitorais.

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