Governador da Bahia avalia que adversário imitou Trump e o pai, Jair Bolsonaro, ao tentar irritar o presidente sem responder às perguntas; petista também ironiza o “voto Lula-Neto” e diz que opositor não vai reconhecer a derrota
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), avaliou nesta segunda-feira (19) o desempenho do presidente Lula (PT) no recente debate contra Flávio Bolsonaro (PL) na Band. Para o petista, o chefe do Executivo nacional adotou uma postura de “estadista”, enquanto o adversário apostou em provocações e na falta de respostas às perguntas feitas.
“O debate é sempre um momento estratégico, as pessoas participam torcendo pra quem já tem candidato. […] Não é puxa-saquismo do presidente Lula, mas o Lula se comportou… talvez as pessoas quisessem que o Lula tivesse um comportamento de agressividade, mas o Lula é um estadista e se comportou como tal”, afirmou Jerônimo.
O governador criticou duramente a postura do senador do PL durante o embate. “Aquele do Flávio, do Bolsonaro, ficando atrás dele o tempo todo, provocando, irritando, aquilo é um comportamento que não é de um presidente da República. Ele imitou o Trump quando fez o debate, o pai dele quando foi no último debate, ele ficou irritando, tentando irritar o presidente Lula o tempo todo e não respondeu as questões”, disparou.
Jerônimo citou exemplos específicos de temas que, segundo ele, Flávio evitou responder. “Lula fez quatro questões, falou sobre o direito que as mulheres têm no pós-parto, ele não respondeu por que ele votou contra, por que ele votou contra. Por que aquele criminoso de uma criança de 5 anos que ele protegeu, equipe de criminosos no Rio de Janeiro…”, pontuou.
O governador também destacou o desafio feito por Lula para que o adversário abra as contas e quebre o sigilo telefônico. “O Lula provocou que ele pudesse hoje na segunda-feira abrir as contas, quebrar o sigilo telefônico pra que ali pudesse entender, estudar quem é que tem qualquer tipo de resquícios ou rastro, não serve pra alguém dirigir o país”, declarou, reforçando que o petista apresentou proposições concretas.
“Voto Lula-Neto” e a corrida na Bahia
Ainda na entrevista, Jerônimo Rodrigues voltou a mirar o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), que declarou apoio a Flávio. O governador ironizou a tese do “voto Lula-Neto” defendida pela oposição e afirmou que a postura do ex-prefeito revelou seu verdadeiro campo político.
“Enganou-se quem disse que prefeito não tinha voto, quem bajulou dos votos de prefeitos e ex-prefeito como meu opositor. Nós dizíamos de onde ele era e agora ele comprovou de onde é. Ele dizia que quem ganhasse tava bom, se quem ganhar tava bom, porque isso a regra mudou agora. Se quem ganhar tá bom eu espero que ele pudesse continuar pregando, quem ganhar, um ou outro tá bom, e ele pudesse reafirmar o voto que ele pediu através dos aliados dele, o voto Lula Neto, tá valendo, tá valendo o voto Lula Neto”, afirmou.
Por fim, o governador demonstrou confiança na vitória e projetou a reação do opositor. “Enquanto isso nós estamos correndo trecho, todos nós, os três senadores eleitos, Geraldinho, as nossas equipes, os prefeitos estão… Ele não vai, eu já o conheço, ele não vai reconhecer a derrota pro professor”, concluiu Jerônimo.