O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), fez um forte alerta sobre os riscos de um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) para a continuidade de obras e repasses federais ao estado. Em entrevista à imprensa, o chefe do Executivo baiano citou a experiência do mandato de Jair Bolsonaro (PL) para argumentar que uma gestão da oposição resultaria em cortes severos no orçamento público, afetando desde programas sociais até grandes intervenções de infraestrutura.
“Pela experiência que tivemos com o governo Rui Costa e o presidente Jair Bolsonaro, não há expectativa de repasse de recursos. Para nenhum estado, e não é só para a Bahia não. Áreas estratégicas com essa conversa dele do ‘tesouraço’. O tesouraço é corte de recursos do orçamento“, declarou Jerônimo.
O governador criticou o perfil de contingenciamento da oposição, questionando quais setores seriam atingidos em uma eventual gestão do PL no Planalto. “Você acha que o Flávio Bolsonaro vai cortar dinheiro de banqueiro? Vai cortar dinheiro de empresários? Vai cortar dinheiro dos pobres, dos programas sociais. Por isso, os nossos direitos têm que ser respeitados. O Bolsonaro nem recursos de fontes obrigatórias de saúde e de educação repassou. Então é sim um risco“, afirmou.
Jerônimo defendeu que a manutenção e o avanço de obras estruturantes na Bahia — como o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a expansão do metrô, obras de drenagem, encostas, a duplicação da BR-101 e leilões de rodovias como a BR-324 e a BR-116 — dependem da permanência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no poder.
“Para que eu possa governar bem, com o orçamento do estado e da União, eu preciso do Lula presidente“, pontuou. “Para a Bahia é melhor o Lula. O Lula vai continuar trazendo o PAC não só para o governo do estado, mas com as prefeituras municipais, UBSs, UPAs, escolas, creches. No meu caso, não só a ponte, não só VLT, não só metrô, mas as encostas, drenagens, asfalto, duplicação da 101, leilão da 324 e da 116. Tudo isso está em jogo“, concluiu o governador, convocando o eleitorado a avaliar o cenário antes do pleito.