Em entrevista à Piatã FM, o senador detalhou os desafios de engenharia do empreendimento e destacou o impacto da maior ponte estaiada do país na mobilidade entre Salvador e o Baixo Sul.
Durante entrevista concedida à Piatã FM, o senador Jaques Wagner abordou o andamento e os motivos que causaram atrasos na construção da Ponte Salvador-Itaparica. Classificando o empreendimento como uma “obra grandiosa”, o parlamentar explicou que a complexidade técnica e os reflexos econômicos globais da pandemia impactaram o cronograma inicial do projeto bilionário.
Wagner pontuou que a iniciativa começou a ser desenhada ainda durante gestões anteriores e passou por rigorosas avaliações de consultorias internacionais e órgãos de controle estaduais. Segundo o senador, a estrutura será a maior ponte estaiada do Brasil e contará com o maior vão central do país.
“É que para fazer uma coisa grande dessas, essa será a maior ponte estaiada do Brasil, terá o maior vão central do Brasil. E aí nós tivemos que desenvolver projeto, pegamos uma consultoria daquela empresa famosa, a McKinsey, pegamos do outro lado na ilha para não virar uma bagunça, tem que ter um projeto de desenvolvimento urbano”, explicou.
O parlamentar detalhou onde ficarão concentradas as estruturas de apoio e os canteiros de obras nas duas extremidades do sistema viário, especificando a logística na capital e na ilha.
“Já começou a se preparar o canteiro do lado de cá, que é lá do lado daquele prédio que era da Petrobras, depois virou prédio da área da SEC, é o colégio, antigo colégio Landulfo Alves. Exatamente, é ali antes da Feira de São Joaquim. E do outro lado lá em Itaparica”, detalhou.
O senador também justificou que a pandemia da Covid-19 e a disparidade nos preços globais de insumos como aço, cimento e ferro exigiram repactuações contratuais complexas. Com o equacionamento final do orçamento, orçado em cerca de R$ 9 bilhões, o projeto avançou para a fase de fabricação e importação de equipamentos da China, além da construção de uma ponte paralela provisória para o tráfego de operários e maquinário pesado.