Senador afirma que grupo governista vive “melhor momento” na capital após resultado de 2026 e diz que candidatura não precisa ser obrigatoriamente do PT
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) vive o seu melhor momento político para disputar a Prefeitura de Salvador em 2028, além de municípios estratégicos como Feira de Santana e Vitória da Conquista. Em entrevista ao programa Giro Baiana, do BNews, o parlamentar comentou os nomes especulados para a sucessão municipal na capital e elogiou a atuação do secretário de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Adolpho Loyola, mas ponderou sobre o peso de sua eventual saída da articulação do governo.
Questionado sobre a possibilidade de Loyola encabeçar a chapa após a recusa pública do senador eleito Rui Costa (PT) em disputar o Palácio Thomé de Souza, Wagner destacou a presença do secretário ao lado de Jerônimo em todo o estado, mas lembrou que uma candidatura exigiria sua desincompatibilização dois anos antes do fim do mandato estadual.
Evidentemente que todos os nomes que tiveram desempenho eleitoral positivo aqui na capital é uma coisa que o nome fica alinhado ali. Mulher ou homem que teve uma votação expressiva agora nessa última eleição é pensado. A outra coisa é quem tem uma presença pelo seu próprio trabalho, deputado estadual ou federal ou secretário que tá lá. É óbvio que Loyola é um nome que tem uma presença muito forte, porque acompanha o governador no estado inteiro. Eu sinceramente não sei se o governador abriria mão dessa parceria, desse auxiliar que ele tem, que joga em todas as pontas, avaliou.
Durante a conversa, também foram citados quadros formados no grupo político, como o deputado federal eleito Lucas Reis (PT), que obteve 192.080 votos em 2026, e Éden Valadares, além do deputado federal reeleito Pastor Sargento Isidório (Avante), o mais votado da Bahia no pleito de outubro com 248.147 votos. Wagner ressaltou que a cabeça de chapa na capital não precisa pertencer obrigatoriamente ao PT.
A gente tá estudando nomes, evidentemente não é obrigatório que seja do PT. Eu digo sempre que todo mundo que tá no grupo tem direito. Eu acho que a gente tem que olhar para os nomes, não sei se a gente vai ter uma candidatura só ou mais de uma candidatura. Teve muita gente que teve um desempenho em Salvador, Isidório voltou a ter um desempenho em Salvador fantástico. Agora, eu digo sempre: não tem eleição ganha de véspera. Vamos trabalhar pé no chão, ver o nome que temos aí e vamos tocar, concluiu.