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Jaques Wagner destaca mobilização popular e participação de idosos na eleição: ‘Foi impressionante’

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O senador Jaques Wagner (PT-BA) destacou a mobilização popular durante o segundo turno das eleições presidenciais e classificou o resultado como uma vitória emblemática. Em avaliação sobre o processo eleitoral, o petista ressaltou o engajamento da juventude, a atuação nas redes sociais e a participação de idosos com mais de 70, 80 e até 90 anos, que foram às urnas mesmo sem a obrigatoriedade do voto.

“Ontem foi uma vitória, na minha opinião, muito emblemática, muito grandiosa. Porque não é só o número de votos, é o envolvimento que a sociedade teve com o processo eleitoral”, afirmou Wagner, em entrevista ao Jornal da Metrópole do Ar, nesta segunda-feira (26).

Segundo o senador, houve um aumento perceptível da mobilização entre o primeiro e o segundo turno, impulsionado, na avaliação dele, pela percepção de parte da população sobre os riscos políticos que o Brasil enfrentaria caso o candidato Flávio Bolsonaro (PL) vencesse a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Foi nítido o despertar de muita gente com o risco que o Brasil corria na hipótese da vitória do adversário de Lula, o Flávio Bolsonaro”, declarou.

Wagner destaca mobilização da juventude e redes sociais

O senador atribuiu parte da mobilização ao engajamento de jovens e à atuação nas redes sociais. Ele citou o deputado federal André Janones (Avante-MG) e a estratégia de mobilização digital associada ao parlamentar durante a campanha.

“Eu acho que isso fez um despertar maravilhoso da juventude, fez um despertar das redes estimulado pela operação criada pelo deputado federal de Minas, o Janones”, disse.

Wagner também mencionou o resultado eleitoral em Minas Gerais como parte do cenário político que considerou relevante para a vitória de Lula.

Senador relata solidariedade para garantir deslocamento de eleitores

Ao comentar as dificuldades no transporte público durante o dia da votação, Wagner relatou ter observado manifestações espontâneas de solidariedade entre eleitores, com pessoas oferecendo caronas a quem aguardava nos pontos de ônibus.

“Era incrível como é que tudo que é ponto de ônibus que tinha gente, parava alguém oferecendo carona. Uma coisa assim de motivacional mesmo das pessoas lutando”, afirmou.

O senador também destacou a presença de eleitores idosos, muitos deles com dificuldades de locomoção, que compareceram voluntariamente às urnas.

“O volume de pessoas de 70+, 80+, 90+, que foram votar, muitos com muita dificuldade de locomoção, é uma coisa impressionante”, declarou.

Como exemplo, Wagner contou que, no local onde votou, ouviu duas mulheres anunciarem suas idades com orgulho ao comentar a participação eleitoral.

“Aonde eu fui votar, passou uma senhora ‘88!’, a outra gritava ‘86!’. Era um orgulho de dizer ‘eu não estava obrigada a vir aqui, mas estou vindo’ e fazer questão como se fosse uma medalha de dizer a idade dela”, relatou.

Wagner compara eleição a outros processos eleitorais

Na avaliação do senador, o envolvimento dos eleitores tornou o pleito diferente de outras eleições. Ele levantou a hipótese de que a mobilização tenha sido influenciada tanto pelos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023 quanto pelo estilo político dos adversários de Lula.

“Então, eu acho que isso foi totalmente diferente de qualquer processo outro eleitoral. Eu não sei se foi o susto do 8 de janeiro de 2023 e as pessoas talvez despertaram, ou se foi o estilo do lado de lá”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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