Presidente da ALBA afirma que combate à violência exige esforço conjunto acima de disputas eleitorais e classifica mudança na jornada de trabalho como “ganho extraordinário”
A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Ivana Bastos (PSD), elogiou nesta quinta-feira (5) a união suprapartidária no Congresso Nacional em torno da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Em entrevista ao programa Piatã Notícias, da rádio Piatã FM, a parlamentar destacou que a criminalidade é um problema crônico em todo o país e que o encerramento do período eleitoral exige ação conjunta das lideranças políticas.
O problema da segurança tá se tornando um problema crônico e não é na Bahia, é no Brasil. Então todos os partidos estão se unindo. Ali a gente viu que foi uma unanimidade, estão se unindo, estão fazendo a sua parte. Eu acho que os políticos e os partidos estão entendendo que a gente não pode “quanto pior, melhor”. As eleições passaram, certo? A eleição passou. Eu acho que é hora agora de os políticos darem as mãos, é o que estão fazendo, para a gente tentar estancar essa violência, porque não é um problema só de um estado, não é um problema de um governador, de um prefeito. É um problema de todos nós, avaliou.
Na mesma entrevista, a chefe do Legislativo baiano comemorou o avanço do fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional, classificando a medida como uma conquista para a qualidade de vida dos trabalhadores e relatando que já adaptou a rotina de sua própria residência em Guanambi.
Foi um ganho extraordinário. O servidor público trabalha de segunda a sexta. Na minha casa oficial lá em Guanambi, porque eu trabalho aqui em Salvador e fico aqui, eu vou na sexta e volto sempre na segunda. Então eu já sentei na minha casa e já discuti: a escala lá vai ser segunda e terça, que vai ser o final de semana, e a menina que trabalha comigo lá, a Creuza, me disse: “Meu Deus, foi a melhor coisa para mim porque segunda e terça eu dou conta, eu faço as minhas coisas, eu vou pro meu médico, eu faço tudo”. Então a gente vai ajustando para ambas as partes, é o que vai acontecer com o comércio, é o que vai acontecer com tudo, e ganha a população, afirmou.