Salvador, 24/04/2026 20:26

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Isabela Suarez defende associativismo e alerta para riscos ao setor produtivo

Foto: Divulgação
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A presidente da Associação Comercial da Bahia, Isabela Suarez, destacou a importância do associativismo como ferramenta essencial para garantir a representação de micro e pequenos empresários no Congresso Nacional. Segundo ela, essa atuação é fundamental para evitar que o setor fique “órfãos” de defesa política em pautas estratégicas.

A declaração foi feita após reunião realizada na quinta-feira (23) com o superintendente Carlos Rezende, quando foram discutidos temas considerados críticos para a economia baiana, com foco na manutenção e fortalecimento do setor produtivo.

Simples Nacional e impacto na economia

Durante o encontro, Isabela ressaltou a necessidade de atualização da tabela do Simples Nacional, apontando que a medida vai além de uma questão técnica e se torna essencial para a sobrevivência de empresas na Bahia, onde o segmento representa cerca de 68% da economia.

“É uma questão de justiça com o microempreendedor individual. A Associação Comercial funcionará como uma casa de pressão para que os representantes da Bahia no Congresso não percam essa pauta de vista”, afirmou, indicando o papel da entidade na articulação junto à bancada baiana.

Debate sobre jornada de trabalho preocupa

A presidente também comentou a proposta de redução da jornada de trabalho, especialmente no que diz respeito ao fim da escala 6×1, tema que avançou recentemente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Segundo Isabela, há “absoluta preocupação” com o momento em que a proposta está sendo discutida, diante do cenário político que antecede as eleições de 2026.

Ela alertou para o risco de o tema ser utilizado como instrumento político, sem o devido aprofundamento sobre seus impactos econômicos. Para a dirigente, o debate pode se transformar em um “palanque”, destacando apenas possíveis benefícios e deixando de lado os efeitos no setor produtivo.

“Torcemos para que os parlamentares atuem com sensibilidade e responsabilidade, garantindo a lisura de um projeto que deveria ser votado fora de um momento eleitoral”, pontuou.

Articulação nacional e fortalecimento institucional

A agenda também incluiu o alinhamento da atuação da ACB com diretrizes nacionais, sob a liderança de Alfredo Cotait Neto, e regional, com Paulo Cavalcanti. Isabela Suarez reforçou que a entidade, considerada a mais antiga do sistema no país, está preparada para liderar a mobilização do setor produtivo.

De acordo com ela, o segmento enfrenta desafios significativos e carece de maior representação, encontrando-se, segundo suas palavras, “cambaleado e com dificuldades de representação”.

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