No aceno ao segmento evangélico, petista rejeitou a apropriação partidária da religião, condenou preconceitos contra crentes e cobrou tolerância aos terreiros de candomblé
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) subiu o tom contra o que chamou de “exageros” e “desrespeitos” motivados por intolerância religiosa durante sua fala em encontro com evangélicos na noite desta segunda-feira (14), no Wet Eventos, em Salvador. Sem abrir mão de sua aliança com o segmento, o petista deixou clara a fronteira entre os assuntos de Estado e a vivência da fé.
“Igreja é igreja. Governo é governo. Partido é partido. O que é comum, se junta. Mas não há desejo algum desse grupo aqui de alienar uma igreja a um partido político. De alienar a fé de um povo a um movimento de mandato. De se aproximar por interesse”, asseverou Jerônimo. Ele relembrou os estereótipos que costumam atingir os próprios evangélicos para pedir empatia generalizada. “A gente criou os conceitos e os preconceitos sobre os evangélicos, sobre os crentes. E nós estamos agora, nesse momento aqui, quebrando um conjunto desses conceitos”, declarou.
Nesse sentido, o governador exigiu o mesmo respeito para as religiões de matriz africana. “Eu sei, e fico muito machucado, quando eu vejo exageros, por exemplo, nos templos do povo de terreiro… ser destruído, ser pichado… por alguém que tá ali, que tem um Deus! Não é o meu, que eu vou lá pichar. Então nós não podemos aceitar esses desrespeitos. Nem que as igrejas evangélicas sejam taxadas, nem que os centros espíritas, muito menos o povo de terreiro”, concluiu.