Em vistoria a obras da saúde, pré-candidato destaca entregas do mês e condiciona expansão de leitos a repactuação financeira de R$ 36 milhões anuais com os governos Estadual e Federal
Durante vistoria a obras de infraestrutura e equipamentos de saúde no município de Alagoinhas, Gustavo Carmo detalhou o cronograma de entregas previstas para o mês e explicou o planejamento orçamentário necessário para expandir a rede de atendimento de urgência e emergência no município. Entre as prioridades imediatas, foi confirmada a inauguração das novas instalações do Centro de Reabilitação Funcional (antiga URF).
De acordo com Gustavo Carmo, o novo espaço foi dimensionado para ampliar a oferta de terapias especializadas e atendimento fisioterapêutico. “O importante é dizer que a gente tá entregando, ainda esse mês, um espaço novinho pra funcionar a antiga URF, atual RF, que será o Centro de Reabilitação Funcional, pra cuidar da recuperação daquelas pessoas que precisam da fisioterapia, que sofreram acidentes. O equipamento tem funcionado muito bem e a gente amplia ele agora em equipamentos e oferta de serviço”, destacou.
A agenda de vistorias contemplou ainda o balanço de intervenções em unidades de saúde nos bairros Calu, 2 de Julho e no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do Jardim Petrolar, além de destacar o suporte oferecido pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ao recém-inaugurado Hospital Regional.
Desafio do custeio e projeto de UPA no Barreiro
Questionado sobre as demandas comunitárias registradas pelo programa de escuta popular “FalaÊ Alagoinhas” para a construção de uma nova UPA na região do Barreiro, Gustavo Carmo explicou que a viabilidade do projeto depende da pactuação de recursos com as esferas estadual e federal. O principal obstáculo reside no impacto do custeio de manutenção sobre o orçamento municipal.
“Isso é possível, mas a gente depende de uma repactuação com o Governo do Estado e Governo Federal por uma coisa que se chama custeio. Alagoinhas é capital de uma macro-região, então os nossos equipamentos de saúde não atendem só as pessoas da cidade, atendem as pessoas da região, e a prefeitura não aguenta pagar essa conta sozinha”, pontuou.
Segundo Gustavo, a manutenção da UPA atual e do Hospital Materno-Infantil consome mensalmente cerca de R$ 3 milhões dos cofres municipais, totalizando R$ 36 milhões ao ano. “É muito difícil pra prefeitura conseguir bancar esses equipamentos. O orçamento participativo traz essa demanda do Barreiro, mas a gente só pode avançar quando tiver a garantia do custeio. Estamos nas tratativas com o Governo do Estado e Federal para viabilizar esse recurso e ofertar mais esse equipamento”, concluiu.