O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) subiu o tom contra o governo da Bahia ao criticar a paralisia e os custos acumulados no projeto da ponte Salvador-Itaparica. Em entrevista à imprensa, o parlamentar classificou a promessa da obra como uma “grande piada” e afirmou que a população baiana está indignada com a falta de respostas concretas.
“É a grande piada, né, bicho? Acho que a população baiana está cada dia mais irritada com esse tipo, com essa falta de respeito que o PT tem tratado esse assunto. Não tem como justificar o desperdício de dinheiro público, que é acima de qualquer natureza. Já se foi quase R$ 1 bilhão e nada de ponte, nada de respostas concretas”, declarou Régis.
‘Governo do nem-nem’ e travessia em colapso
O parlamentar também ligou os problemas da ponte às deficiências no sistema de ferry-boat, responsável pela travessia entre a capital e a Ilha de Itaparica. Segundo Régis, a população sofre simultaneamente com a ausência do novo empreendimento e com o sucateamento do transporte marítimo existente.
“Ontem o ferry-boat foi um caos absoluto, praticamente não tinha ferry-boat funcionando. E aí não fica nem ferry-boat e nem ponte. Então é o ‘governo do nem-nem’, não tem nem um e nem outro”, criticou o deputado.
Acusações de propaganda e burla eleitoral
Régis questionou ainda peças publicitárias espalhadas pela cidade sobre o projeto e acusou a gestão estadual de utilizar subterfúgios contratuais com empresas parceiras para contornar restrições da legislação eleitoral.
“Eles estão fazendo subterfúgios, usando empresas para fazer propaganda para burlar a lei eleitoral. É mais um crime que o PT é acostumado a fazer”, afirmou.
Rebatendo as acusações de “negacionismo” feitas por aliados do governo contra a oposição, o oposicionista sustentou que a frustração com a promessa atinge toda a sociedade baiana:
“Publica aí nas redes sociais que é querer fazer os baianos de idiotas. Você dizer uma coisa que não existe, algo que está desde 2006 e já consumiu quase R$ 1 bilhão de reais, e eles continuam querendo, toda eleição, voltar ao mesmo discurso. Ou nós somos idiotas, ou eles são inteligentes demais”, concluiu.