O governador Jerônimo Rodrigues (PT) comentou, nesta quarta-feira (5), a decisão judicial que determinou a criação de regras para visitas de parlamentares a obras públicas na Bahia.
O petista afirmou que respeita o direito dos deputados de fiscalizarem os equipamentos, mas criticou o que classificou como atos de desrespeito e depredação durante algumas agendas.
Segundo Jerônimo, a medida adotada pela Justiça busca organizar o acesso aos canteiros de obras e garantir a segurança dos trabalhadores e do patrimônio público.
“A Justiça foi quem fez o julgamento e pode dar essa resposta melhor. Nós pedimos respeito. Todos os parlamentares têm direito de fazer visitas. Quando se vem com civilidade e boas intenções, não vai ter porta fechada para ninguém”, afirmou.
O governador, no entanto, elevou o tom ao criticar episódios envolvendo parlamentares que, segundo ele, teriam ultrapassado os limites da fiscalização e causado danos ao patrimônio.
“Tem deputado quebrando patrimônio público. Ninguém concorda com isso. A sociedade baiana não concorda. Nós somos um povo ordeiro. Você imagina uma pessoa eleita pela população baiana depredar um patrimônio público?”, declarou.
Jerônimo também defendeu que os responsáveis por eventuais danos sejam obrigados a ressarcir os cofres públicos. “Pedimos à Justiça que ele possa reembolsar o Estado com aquela placa e que possa haver um regramento, com respeito aos trabalhadores”, disse.
O chefe do Executivo estadual ressaltou ainda que, apesar de algumas obras serem públicas, a execução fica sob responsabilidade de empresas privadas, que precisam estabelecer critérios de segurança e controle de acesso aos locais.
“A obra é pública, mas ali existe uma empresa privada responsável pela execução. Portanto, ela precisa regular o uso e o acesso”, afirmou.
O que motivou a decisão?
A presença de deputados estaduais da oposição em canteiros de obras na Bahia tem sido criticada por aliados do governador.
A decisão judicial que estabeleceu regras para as visitas passou a exigir organização prévia das agendas, com definição de horários e procedimentos para entrada nos locais, segundo o governo, é para evitar transtornos durante a execução dos serviços.