Vice-governador ironiza apelido de “calça curta” dado ao VLT, critica transporte municipal sucateado e diz que lojistas da Baixa dos Sapateiros foram prejudicados.
A disputa narrativa em torno da mobilidade de Salvador ganhou contornos agressivos na noite desta quarta-feira (17). O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), utilizou o palanque da inauguração da Estação Calçada do VLT para rebater as provocações da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que havia classificado o novo modal estadual como “calça curta”.
Ao ser questionado pela imprensa, o vice-governador elevou o tom e mirou no calcanhar de aquiles da administração municipal: o sistema de ônibus. “A prefeitura não teve capacidade de administrar o metrô. […] Eles tiraram, de 2013 e 2014 a 2024, 368 linhas de ônibus da cidade de Salvador”, disparou Geraldo, citando a extinção de rotas populares que ligavam bairros como IAPI e Ribeira ao Comércio e ao Campo Grande.
O emedebista associou diretamente a crise no transporte público municipal à falência do comércio no Centro Histórico de Salvador. “Isso trouxe um prejuízo para o comércio do Centro Histórico, para os comerciantes do Centro Histórico, a Baixa dos Sapateiros. Você vê que as lojas, a maioria das lojas estão fechadas. E ainda as lojas que estão abertas, elas não têm movimentação porque não têm linhas de ônibus”, argumentou.
Geraldo Júnior ainda criticou as recentes manobras do Executivo municipal para subsidiar as concessionárias rodoviárias. “Os ônibus continuam sucateados, ônibus sem ar-condicionado. […] Não adianta fazer isso, colocar o dinheiro na mão dos empresários e não melhorar o transporte público rodoviário da nossa cidade”, concluiu.
