Em entrevista exclusiva, deputado federal baiano relembrou as origens humildes de sua família e defendeu o equilíbrio entre os direitos dos trabalhadores e a sustentabilidade das empresas.
No dia 3 de junho de 2026, em Salvador, Bahia, o deputado federal Márcio Marinho (Republicanos), que também atua como pastor evangélico e preside a legenda no estado, utilizou sua história pessoal para justificar o posicionamento em relação às mudanças na jornada de trabalho nacional. O parlamentar, atualmente em seu quinto mandato na Câmara dos Deputados, declarou voto favorável à revisão da escala 6 por 1, mas ponderou que o texto final necessita de ajustes técnicos substanciais.
Para demonstrar sua conexão com a realidade da classe trabalhadora, Marinho compartilhou memórias da juventude e do esforço de seus pais. “Minha mãe era uma faxineira de prefeitura, varredora de rua de prefeitura, que eu levava ela todo dia, 4 horas da manhã, para pegar um pau de arara para ir para o centro da cidade para poder varrer rua. O meu pai era um pedreiro”, revelou o deputado, ressaltando que a rotina de trabalho pesado se estendia pelos fins de semana na residência do casal.
Com base nessa vivência, o político destacou que a sociedade clama por tempo de descanso e cuidados com a saúde. Contudo, defendeu que o Congresso Nacional preserve o diálogo com o setor produtivo. “Acho importante essa decisão, mas acho que poderia ser melhorada ainda mais visando o fortalecimento do empresariado, como também esse espaço importantíssimo para que o trabalhador, a trabalhadora possa dar atenção a si”, concluiu Marinho, lembrando que a matéria seguirá para debate no Senado Federal.
