O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, afirmou nesta sexta-feira (8) que o Partido dos Trabalhadores atuou contra a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Banco Master no Congresso.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que deputados da legenda não assinaram o pedido de criação da comissão e criticou o que classificou como mudança de postura.
“Sabe o que é curioso? O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar o que ele não fala. O PT foi contra a CPI. Os deputados do PT não assinaram. Só que agora não dá mais para segurar. Aí vem o teatro”, diz no vídeo publicado no Instagram.
Na gravação, Flávio também relaciona o caso a integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a políticos do partido, citando episódios que, segundo ele, justificariam a investigação.
“Será que o PT está contra a CPI porque envolve políticos da Bahia que eles controlam há mais de 20 anos? Ou será porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões em uma empresa ligada ao caso? Ou porque o Guido Mantega, que já foi ministro da Fazenda do Lula, recebia R$ 1 milhão por mês do banco só pra fazer lobby dentro do governo? Ou porque o Lewandowski, ex-ministro da Justiça, recebeu R$ 5 milhões?”, afirma.
O senador prossegue mencionando encontro entre autoridades e o empresário ligado ao banco.
“Agora, segura essa! Ou será que é porque o próprio Lula teve uma ótima reunião fora da agenda oficial com o dono do Banco Master, cercado de ministros de 1º escalão como o Rui Costa, da Casa Civil? Coincidências demais, né? Aliás, Rui Costa foi governador da Bahia, onde todo o rolo do Banco Master começou”.
Ao final, o parlamentar reforçou críticas à postura do partido.
“o PT não quis investigar, tentou travar, mas não conseguiu. Eles querem pagar de bonzinho? Não cola. Quem tentou esconder, agora não pode posar de herói”.
