Senador explica que a superlotação dos hospitais baianos decorre da falta de água tratada na periferia e propõe força-tarefa de emendas federais para tratar o problema na raiz.
A raiz do colapso na saúde pública da Bahia e o drama diário enfrentado por milhares de cidadãos na fila da Central de Regulação do Estado estão diretamente ligados à ausência crônica de infraestrutura sanitária nos municípios. O diagnóstico técnico foi apresentado pelo senador Angelo Coronel (PSD) nesta terça-feira (14), em Salvador. O parlamentar defendeu que o próximo plano de governo estadual deve tratar o saneamento básico como prioridade médica essencial para reduzir a proliferação de doenças infecciosas que superlotam os leitos de UTI.
“Hoje se reclama muito pela questão da saúde. Mas você sabe qual o problema da saúde, gente? É o saneamento básico. É o esgoto! Aonde o menino sai de casa, não tem muita ali a imunidade, pisa ali no cocô, pisa em água com rato morto e contrai a doença”, alertou o senador, descrevendo a realidade insalubre de muitas comunidades.
Impacto direto nos hospitais
Coronel detalhou a engrenagem que sobrecarrega os hospitais baianos, argumentando que a medicina preventiva de base foi negligenciada nas últimas décadas pela falta de investimentos em redes coletoras e lagoas de decantação.
“Ele pega aquela doença e vai alimentando o tempo todo da sua vida. Aí quando adoece, vai faltar o hospital. Mas se a gente tratar a nossa rede de esgoto, fazendo lagoas de decantação no interior da Bahia… a poluição diminui, a doença diminui quase a zero. Com isso, não vai precisar de fila de regulação, não”, sustentou.
O senador encerrou seu discurso firmando um pacto financeiro com João Roma para blindar a futura gestão de ACM Neto contra a falta de verbas nessa área: “Tenho o compromisso, Neto, meu e de João Roma, de a gente alocar recursos todos os anos para você fazer o saneamento básico da Bahia, água tratada para o baiano.”