O ex-secretário municipal de Sustentabilidade de Salvador, André Fraga (PV), ficou de fora da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) após a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) não homologar sua candidatura para as eleições de 2026.
A lista oficial de candidatos da federação, definida durante as convenções realizadas no fim de semana, não incluiu o nome do político, apesar de o PV ter aprovado internamente sua pré-candidatura.
A decisão foi construída dentro da federação na Bahia, com posicionamento contrário do PT e do PCdoB ao lançamento de Fraga para a disputa estadual. Nos bastidores, integrantes da aliança apontam que a resistência estaria relacionada à postura política adotada pelo vereador durante sua atuação na Câmara Municipal de Salvador.
Diante do impasse, o Partido Verde acionou a direção nacional da federação na tentativa de reverter a decisão estadual. O pedido, no entanto, não avançou e a instância superior manteve o entendimento firmado pelo colegiado baiano.
Após a definição, André Fraga afirmou que a retirada de seu nome representa uma tentativa de barrar uma candidatura construída ao longo de mais de duas décadas de atuação no PV. Em manifestação nas redes sociais, o político classificou o episódio como “perseguição política” e criticou os argumentos utilizados para impedir sua participação na disputa.
Segundo Fraga, as justificativas apresentadas seriam “frágeis” e demonstrariam uma disputa interna por espaço político, sem relação com pautas como a defesa ambiental e o desenvolvimento dos municípios baianos.
O ex-secretário também informou que pretende adotar medidas administrativas e judiciais para questionar a decisão que retirou seu nome da chapa da Federação Brasil da Esperança.