O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Carlos Muniz (PSDB), repercutiu nesta quarta-feira (12) sua posição na disputa pelo Governo da Bahia e reafirmou que vai apoiar a candidatura de ACM Neto (União Brasil).
O movimento, porém, veio acompanhado de uma sinalização clara: apesar de estar em lados opostos na eleição, Muniz pretende preservar a relação política e pessoal que mantém com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Após a sessão na Câmara, Muniz confirmou que não apenas votará em ACM Neto, como também pretende participar da campanha e pedir votos para o ex-prefeito de Salvador.
Segundo o vereador, a decisão está vinculada à posição adotada pelo seu partido.
“Dei apoio a Neto, vou votar em Neto e vou pedir voto para ACM Neto. Agora, Jerônimo não deixa de ser uma pessoa do bem, não deixa de ser um amigo”, afirmou Muniz, durante sessão na Casa.
A declaração evidencia uma tentativa de separar a disputa eleitoral das relações construídas ao longo dos últimos anos.
Embora tenha escolhido apoiar o principal adversário de Jerônimo na corrida pelo Palácio de Ondina, Muniz afirmou que não pretende transformar a campanha em um movimento de ataques pessoais ao governador.
“Eu não vou jamais, porque não vou votar no governador, não vou estar fazendo campanha para ele, denegrir a imagem dele e falar alguma coisa ruim dele”, declarou.
De acordo com Muniz, o apoio à Jerônimo em 2022 não impede mudança de voto
A escolha de Muniz ganha peso político também pelo histórico da relação com Jerônimo. Nas eleições de 2022, o vereador esteve ao lado do então candidato petista durante a campanha que terminou com a eleição de Jerônimo para o Governo da Bahia.
Quatro anos depois, entretanto, o cenário mudou. Muniz afirma que a alteração está restrita à escolha eleitoral e não representa um rompimento pessoal com o governador.
“Você pode ter certeza que Jerônimo continua sendo o que foi em 2022 para mim. Então, em relação à pessoa, não muda nada. A minha relação que mudou foi o voto. Só isso”, afirmou.
A posição coloca o presidente da CMS em um campo político diferente daquele ocupado pelo governador, mas sem a adoção, pelo menos neste momento, de um discurso de confronto direto. Muniz passa a integrar formalmente o grupo que trabalha pela eleição de ACM Neto, enquanto mantém a defesa de uma relação cordial com Jerônimo.