Eracy Lafuente explicou como será a sincronização semafórica na região e garantiu que a passagem do trem não vai piorar o trânsito local.
O presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, descartou a construção de um viaduto para a passagem do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região da Estação Calçada, em Salvador. A declaração foi dada nesta quarta-feira (8), durante uma entrevista concedida ao apresentador Adelson Carvalho, na Rádio Sociedade da Bahia.
O tema central da conversa com os ouvintes abordou os avanços estruturais do VLT e a expansão do Metrô no Campo Grande. Questionado sobre o impacto do novo modal ao cortar a pista em direção à Feira de São Joaquim — uma área conhecida pelos gargalos no trânsito —, Lafuente explicou que o controle será feito por meio de inteligência semafórica. “Hoje existe métodos de semáforos. O município faz isso, sincroniza, coloca através de estudo de tráfego, através do seu centro de controle”, detalhou.
De acordo com o presidente da CTB, testes práticos já foram realizados com sucesso em horários de pico. “Hoje já existe um semáforo lá em que ele vai abrir e o trem passou em menos de 20 segundos de lá para cá, numa velocidade baixa”, afirmou, ressaltando que o tempo de espera para os motoristas será inferior aos 40 segundos usuais de um semáforo comum.
Ao justificar a recusa pela construção de um viaduto no local, Lafuente foi taxativo sobre os prejuízos estéticos, históricos e financeiros que a estrutura traria. “Porque a cidade já sofre muito com o viaduto. Você acabaria com a imagem da estação Calçada que a gente devolveu que está daquele jeito”, argumentou. “Colocar um viaduto lá ofenderia a cidade porque faria uma obra estúpida, demorada, com custo em que se você pegar você na Europa não tem nenhuma atividade dessa. É desnecessário”, concluiu o gestor.