Prefeito ressaltou autonomia financeira de Salvador, explicou captação técnica de verbas federais para BRT e PAC e garantiu diálogo institucional com quem for eleito presidente
A capacidade fiscal de Salvador de custear a maior parte de seus investimentos com recursos próprios e a postura republicana na relação com o Governo Federal foram enfatizadas pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) nesta terça-feira (20). Durante entrega de contenção de encosta em Brotas, o gestor traçou um comparativo das obras viabilizadas junto a Brasília durante as gestões de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando que o município se estrutura tecnicamente para obter repasses independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.
Bruno Reis destacou que a administração municipal mantém serviços essenciais e executa intervenções urbanas sem depender prioritariamente de aportes externos.
“Se tem alguém que tem toda tranquilidade pra se posicionar, sou eu. Por quê? Porque aqui a gente faz o nosso dever de casa. Eu não fico esperando o governo A, B, ou C, ou D, pra fazer as coisas. Essa obra toda que você tá vendo aqui hoje é com recursos próprios. Nós mantemos os hospitais municipais com recursos próprios. A maioria de todas as ações, 99%, foram com recursos próprios da prefeitura”, afirmou.
O prefeito explicou como se deram os convênios e liberações de crédito em diferentes períodos presidenciais.
“Com o presidente Bolsonaro, saíram os recursos do BRT, saíram o financiamento para o Salvador Social 2, tiveram obras de mobilidade que foram liberadas, muitas por recursos e emendas de deputados. Com o presidente Lula, os projetos do PAC nós apresentamos, solicitamos os recursos. Então tem obras como o Pé Preto foi selecionada pelo PAC, Nordeste de Amaralina, um novo multicentro, policlínica, na região da 29 de Março, e algumas outras obras com emendas parlamentares e financiamento para os ônibus”, detalhou.
Para o gestor, a aprovação de convênios federais depende da qualidade do planejamento e da higidez das contas do município.
“Tudo isso feito por causa do dever de casa que a gente faz bem: primeiro ter projetos, depois ter certidões, depois ter capacidade de se habilitar e buscar os recursos. E isso vai ocorrer, gente, independente de quem seja o presidente. O presidente que o Brasil escolher no domingo, o prefeito aqui vai ter a capacidade de dialogar, de conversar e vou em busca dos recursos. Espero que quem venha a ser escolhido tenha compromisso com o cidadão soteropolitano, afinal de contas nós somos a quarta maior cidade do Brasil”, concluiu Bruno Reis.