A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno das eleições de 2026. O grupo havia apoiado o petista somente na segunda etapa da disputa de 2022.
Para marcar o posicionamento, a organização lançou um jingle com o mote “Crente pode em Lula votar”. A manifestação ocorreu após um encontro de Lula e da primeira-dama Janja com pastores e lideranças evangélicas no Palácio do Planalto.
Participaram da reunião a coordenadora-executiva da frente, Nilza Valeria Oliveira, o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, e a senadora Eliziane Gama (PT-MA).
Em publicação nas redes sociais, a entidade afirmou que a reunião não teve como objetivo buscar privilégios, mas reforçar pautas relacionadas à justiça e à atenção às populações em situação de vulnerabilidade.
A frente também defendeu que a comunidade evangélica não seja associada a um único projeto político e criticou o uso de igrejas e púlpitos para fins eleitorais.
Segundo a organização, Lula afirmou durante o encontro que não pretende fazer campanha dentro de templos religiosos. Para a entidade, cristãos podem participar do debate político, mas os espaços de culto não devem ser transformados em palanques eleitorais.
A decisão de apoiar Lula desde o primeiro turno marca uma mudança na estratégia da frente em relação à eleição de 2022 e coloca o grupo novamente no debate sobre a participação de setores evangélicos na disputa presidencial.