Senador denunciou o travamento de títulos de posse pelo Governo Federal na Bahia, rebateu acusações de ‘falar mal da gestão’ e desafiou adversários a desmentirem a realidade da periferia.
A falta de regularização fundiária e a demora na emissão de escrituras de propriedade para moradores de baixa renda foram o centro das cobranças do senador Ângelo Coronel (Republicanos) durante discursos no projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, na capital baiana. O parlamentar apontou que milhares de famílias baianas vivem há mais de duas décadas em áreas sob domínio de órgãos federais, como o IBAMA, sem conseguir a posse legal de seus imóveis.
Ao citar o exemplo de comunidades que aguardam a titulação de terras, Coronel questionou a eficiência da burocracia estatal mantida ao longo dos últimos anos. “Se a área do terreno onde a pessoa mora é do IBAMA, e o IBAMA é um órgão do Governo Federal, eu pergunto: o governo que aí está há 20 anos não podia ter regularizado essa situação para 300 famílias terem seu título? E não foi feito”, criticou.
O senador também rebateu os comentários da bancada adversária de que estaria usando o palanque para fazer oposição destrutiva. “Aí tem gente que diz: ‘Ah, o Coronel fica falando mal do Governo Federal, do Governo Estadual’. Eu não falo mal não, eu estou mostrando a realidade! É só me desmentir”, declarou.
Coronel reforçou que, ao lado do ex-ministro João Roma (PL) no Senado, atuará para destinar emendas orçamentárias específicas para a regularização fundiária e a reforma de loteamentos abandonados em Salvador e no interior do estado.