Ao lado de Jerônimo Rodrigues e Geraldo Júnior antes de encontro com empresários, vice-presidente afasta risco de desemprego com redução gradual da jornada e celebra renascimento industrial da Bahia.
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (15), no Hotel Wyndham Salvador Hangar Aeroporto, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a viabilidade econômica do fim da escala 6×1 e apresentou um balanço da reconstrução industrial baiana. Acompanhado pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo vice-governador Geraldo Júnior (MDB) antes de reunião com o PIB empresarial do estado, Alckmin rebateu o temor de que a nova jornada provoque demissões.
O vice-presidente explicou que a transição foi desenhada com escalonamento seguro, preservando pequenos negócios e acompanhando a evolução tecnológica dos setores produtivos.
“Primeiro, uma parte importante da indústria já opera no regime 5 por 2. Os pequenos estão fora da regra, e o setor público — municipal, estadual e federal — também não entra. Essa é uma tendência mundial: em 60 dias reduzimos de 44 para 42 horas semanais e, depois de mais 12 meses, para 40 horas. Isso significa respeito ao trabalhador e principalmente às mulheres, que enfrentam dupla jornada. A agricultura mecaniza e a indústria robotiza; é preciso acompanhar as mudanças da sociedade moderna”, afirmou Alckmin.
O titular do MDIC aproveitou a agenda na capital baiana para contrastar o fechamento de plantas industriais na gestão passada com o atual ciclo de investimentos na Bahia. “Aqui na Bahia tinham fechado a Ford; nós reabrimos a indústria automotiva com a BYD, a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, estruturando toda uma cadeia produtiva. A Petrobras e a Unigel retomaram os fertilizantes, além da liderança baiana em energia solar, eólica e petroquímica”, pontuou.
Alckmin também ressaltou os impactos imediatos da Reforma Tributária e da abertura comercial. “A partir de 1º de janeiro teremos cesta básica com imposto zerado, o que vai derrubar o preço dos alimentos, além de desonerar investimentos e exportações. Com o acordo Mercosul-União Europeia, já aumentamos em 30% as exportações brasileiras para os 27 países do bloco europeu”, concluiu.