Ato em Jaguaquara reúne oposição local e consolida adesão de Raimundo do Caldo (PSD) em município gerido pelo PT
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Executivo estadual, ACM Neto (União Brasil), cumpriu agenda neste sábado (25) em Jaguaquara — maior colégio eleitoral do território de identidade do Vale do Jiquiriçá —, onde exibiu a ampliação de sua base política em relação ao pleito de 2022. O encontro, realizado no Jaguar Clube, marcou a consolidação da unificação das forças de oposição no município, administrado pelo PT.
A principal novidade do arranjo regional foi a adesão de Raimundo do Caldo (PSD), ex-vice-prefeito e segundo colocado nas eleições municipais de 2020. Filiado ao partido comandado pelo senador Otto Alencar, Raimundo havia apoiado a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na eleição estadual anterior, mas agora passa a marchar com o grupo oposicionista. O ato contou ainda com a articulação do ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice-governador, Zé Cocá (PP), liderança de forte penetração no território.
Ao avaliar a composição política na cidade, ACM Neto ressaltou o alinhamento das oposições locais. “Eu acho que a gente tem aqui hoje também uma demonstração de muita maturidade política. Afinal de contas, há uma junção de todo o campo político de oposição à administração local”, declarou.
Avaliação do cenário estadual
Questionado sobre os 20 anos de gestões do Partido dos Trabalhadores à frente do Governo do Estado, Neto afirmou que a permanência prolongada do mesmo grupo político resultou em promessas não cumpridas e desgaste administrativo.
“O problema não está apenas no tempo de duração do governo do PT; está principalmente no resultado do atual governador que busca a reeleição, que mais uma vez se coloca ao eleitor repetindo promessas que foram feitas há quatro anos atrás, algumas que são feitas há 20 anos e não cumpridas”, disparou.
Apesar de reunir lideranças com aspirações locais, o ex-prefeito ponderou que a prioridade no momento é a construção do projeto estadual. “Nós não vamos municipalizar a eleição agora. Eleição municipal é depois; a agenda neste momento é a questão da Bahia e dos baianos. O propósito agora é olhar a eleição e a disputa para governador da Bahia”, finalizou.