Salvador, 16/07/2026 22:13

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Em Itabuna, Wagner convoca militância a usar argumentos e defende Congresso forte para viabilizar governo Lula em 2026

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“A gente precisa fazer cair a ficha na cabeça dos nossos amigos.” Foi com esse apelo à militância que o senador Jaques Wagner (PT-BA) abriu sua fala na plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026, nesta quinta-feira (16), em Itabuna. A expressão, explicou o senador, significa trabalhar com argumentos concretos sobre o que mudou na Bahia sob o comando das gestões petistas.

“A Bahia só tinha uma universidade federal, hoje tem seis. Vocês preferem ter uma ou seis?”, provocou, citando também a expansão das escolas técnicas federais: “Até o Lula chegar ao governo, também só tinha uma. Hoje temos 37, e oito em construção. Vocês preferem uma escola federal ou 45?”, perguntou.

Wagner ampliou o leque de ações para sustentar o próprio argumento. “Nos últimos 20 anos, foram milhares de quilômetros de estrada, 700 escolas de tempo integral, 56 hospitais no interior, apoio à agricultura familiar”, enumerou, somando o apoio dado a prefeitos e prefeitas de todos os territórios do estado. A conclusão do parlamentar foi de que “nós precisamos de Lula por mais quatro anos para garantir o progresso do país”.

Congresso forte, Lula forte
No entanto, Wagner lembrou que Lula governa numa democracia e que não basta ter um executivo forte se toda nova proposta precisará ser aprovada no Congresso Nacional. “Tudo que o Lula quiser fazer, ele tem que aprovar na Câmara dos Deputados e no Senado Federal”, afirmou. O senador, então, pregou não só pela própria reeleição, mas pela eleição de Rui Costa e dos deputados federais que compõem a base de Lula. Afinal, são eles os capazes de dar conforto para Jerônimo Rodrigues e Lula.

Esse conforto, para Wagner, começa pela escuta. “Nós estamos vindo aqui perguntar a vocês onde é que o sapato está apertando no Litoral Sul da Bahia”, disse. “O Jerônimo tem secretários e técnicos que poderiam escrever o programa de governo sentados no ar condicionado lá de Salvador. Mas esse programa escrito só pelos técnicos não ia refletir o que as lideranças de vocês pensam sobre cada local”, concluiu.

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