O senador Jaques Wagner (PT-BA) lançou um desafio aos moradores de Guanambi, neste domingo (24), durante a plenária do Programa de Governo Participativo (PGP) 2026 no município: “Procure de lanterna na mão uma obra na Bahia que tenha sido feita pelo governo federal anterior. Não tem, pelo contrário. Essa é a diferença entre o presidente Lula e os outros”, pontuou.
De acordo com Wagner, o estado foi deliberadamente isolado após a escolha do povo baiano nas urnas contrariar o ex-presidente, postura que destoa da forma como Lula ensinou seu grupo a governar. Para o senador, a política deve ser pautada pelo respeito. “Ela é a mais nobre das atividades humanas, porque tudo funciona ou se perde por ela. Plantamos a semente da política do bem para colhermos uma árvore frondosa”, disse o senador.
Ao reforçar a necessidade de governo, aliados e sociedade andarem lado a lado, Wagner recorreu ao ditado de que “uma andorinha só não faz verão” para definir o propósito do PGP. “O programa é um trabalho conjunto, precisamos de todos que estão aqui. Estamos construindo um projeto que ajude o governador Jerônimo. Só assim, com várias andorinhas, vamos alcançar o nosso objetivo”.
Renovação com alegria
No encontro, o senador voltou a convocar os jovens a abraçarem a política: “A juventude não pode dar as costas para a política, porque o futuro de vocês está sendo formado hoje”.
No sábado (23), Wagner já havia se reunido com os jovens de Guanambi no que chamou de “Sarau da Juventude”, referindo-se ao Ato da Juventude, realizado um dia antes das plenárias do PGP.
Em meio aos mais novos, o senador defendeu a renovação da classe política. “Essa energia de vocês é uma energia que contagia, que contesta, que questiona, que quer sonhar com coisa melhor. Ela precisa invadir a política e, por isso, nosso esforço de fazer essa reunião com a juventude e com movimentos culturais em toda véspera de PGP”, disse o líder do governo.
Wagner também rebateu críticas da oposição sobre o bom humor que tem conquistado os territórios de identidade da Bahia. “Outro dia eu ouvi uma crítica ao nosso time político, dizendo que visitamos os lugares ‘só para dançar e brincar’. Mas a política é para ser alegre, alto astral, não para ser sinônimo de tristeza. Afinal, é uma possibilidade de transformar o que está errado em algo que a gente quer”, finalizou.
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