Em entrevista concedida ao apresentador Mário Kertész na rádio Metropole nesta sexta-feira (16), o ex-secretário de Relações Institucionais da Bahia, Adolpho Loyola, provocou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) ao analisar as estratégias adotadas pela oposição na disputa pelo governo do estado. Segundo o aliado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o adversário tentou dissociar sua imagem de alianças nacionais para atrair eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Ele confiou tanto nisso que escondeu Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição. Não falava, desconversava, e queria o voto Lula-Neto”, disparou Loyola. Para o ex-secretário, a tática tentava conciliar polos politicamente inconciliáveis. “Um cara que não gosta de Lula, é antilula. Então, nós deixamos claro para a população baiana que o candidato de Lula na Bahia era Jerônimo. O projeto de ACM com o de Lula são antagônicos, não tính tính tínhamos por que fazer esse voto“, afirmou.
Loyola argumentou que a tentativa da oposição de capturar parte do eleitorado governista não prosperou porque a população identificou a integração entre as gestões estadual e federal. “A população baiana entendeu que o projeto de Lula é o projeto de Jerônimo, e Jerônimo é o de Lula. Porque todas essas grandes obras nossas têm o dedo de Lula, têm a ajuda do presidente Lula“, destacou, citando aportes em mobilidade, saúde e infraestrutura.
O ex-secretário revelou ainda que a base governista já está em ritmo acelerado de articulação nos municípios baianos para ampliar a vantagem eleitoral no segundo turno. “Nós já fizemos inúmeras reuniões. Hoje de tarde eu viajo com o governador para Seabra, fazer uma reunião com os prefeitos e lideranças na Chapada Diamantina. Amanhã vamos a Teixeira de Freitas fazer também uma reunião com prefeitos e lideranças no Extremo Sul“, concluiu.