Salvador, 15/05/2026 10:50

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Eduardo Bolsonaro classifica como “tosca” suspeita de que banqueiro custeou suas despesas nos Estados Unidos

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Foto: Reprodução/Youtube

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Em resposta a publicações na imprensa, o ex-deputado federal cassado negou relação financeira irregular com Daniel Vorcaro e defendeu a legalidade da captação de recursos no Texas para filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais nesta última quinta-feira (14) para negar o recebimento de recursos financeiros do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O político rebateu as informações de que o empresário teria bancado suas despesas nos Estados Unidos por meio de um fundo sediado no Texas e controlado por aliados, classificando as acusações como uma “tentativa tosca de assassinato de reputação”.

A manifestação ocorreu após o ex-parlamentar compartilhar uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a qual revelava que a Polícia Federal investiga o suposto uso de verbas ligadas ao banqueiro para seu sustento no exterior. Além disso, uma apuração da agência Intercept Brasil expôs mensagens trocadas entre o dono do Master e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato à presidência da República. Segundo a agência, Vorcaro teria feito repasses ao Havengate Development Fund LP por meio da empresa Entre Investigações e Participações.

O fundo texano é ligado à produção do longa-metragem “Dark Horse”, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o Intercept, o agente legal do Havengate é o escritório de advocacia de Paulo Calixto, advogado de Eduardo. Em sua defesa, o ex-deputado confirmou que a banca gerencia a parte burocrática, legal e financeira do projeto cinematográfico e revelou ter apresentado o profissional ao também deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo da obra, em virtude de sua competência para buscar investidores. “Gostariam que apresentassem advogados petistas que não conheço?”, questionou.

Por meio de uma nota dividida em sete pontos, Eduardo rechaçou qualquer vínculo ilícito. “A história de que recebi dinheiro do fundo de investimento não se sustenta e é tosca”, garantiu, acrescentando que seu status migratório não permitiria a prática e que o próprio governo americano o puniria caso fosse verdade. Ele assegurou ter comprovado a origem de todos os seus recursos às autoridades dos Estados Unidos, local onde, segundo ele, não vigora um regime de exceção. O ex-parlamentar frisou ainda que não exerceu emprego ou posição de gestão no Havengate, limitando-se a ceder seus direitos de imagem.

Ao defender o escritório de Calixto, Eduardo pontuou que o local não é uma mera agência de migração. O político destacou que o advogado possui mestrado, doutorado e mais de quarenta anos de experiência, atuando com fundos de investimento e gestão de patrimônio há mais de uma década. O setor migratório da empresa, explicou, existe apenas para suprir a necessidade de clientes de alto padrão que precisam transferir capital e residência para o local de seus negócios. Ele também reforçou que a propriedade do filme “Dark Horse” pertence a mais de uma dezena de investidores, e não à sua família, tratando-se de um produto real com grandes estrelas, e não de um serviço advocatício falso.

A decisão de sediar os investimentos e a produção nos Estados Unidos foi justificada por Eduardo como uma questão de logística e segurança jurídica. Além de a produção e o elenco serem americanos, o político argumentou que o Brasil vive um “estado de exceção”. Para ele, nenhum empresário se arriscaria a aportar capital em um filme sobre Bolsonaro em solo nacional, pois acabaria perseguido pelo regime e rotulado como financiador de golpe de Estado.

Por fim, o ex-deputado negou a possibilidade de oferecer contrapartidas políticas na época em que os patrocínios ocorreram. Ele contextualizou o cenário familiar daquele momento, lembrando que seu pai estava preso, ele próprio enfrentava o exílio e seu irmão sequer sonhava em ser candidato. “Que tipo de vantagem nossa família poderia dar na época além de perseguição da tirania?”, indagou, ressaltando que todos os consideravam liquidados politicamente e que a narrativa atual apenas tenta atrelar ilicitude a um patrocínio legal.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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