No mesmo evento que reuniu evangélicos com a chapa de Jerônimo, o vice-governador resgatou sua trajetória e citou “boicotes” sofridos por lideranças da oposição em Salvador
O vice-governador e candidato à reeleição, Geraldo Júnior (MDB), utilizou um tom confessional para descrever sua ascensão política durante o encontro da chapa governista com o segmento evangélico, ocorrido no Wet Eventos, em Salvador, nesta segunda-feira (14). Diante de pastores, obreiros e lideranças religiosas, ele relembrou os desafios enfrentados desde o início de sua vida pública na capital baiana.
Geraldo rememorou as resistências que sofreu dentro da própria Câmara Municipal. “Eu fui suplente de vereador. Depois Deus me deu régua e compasso. Fui quatro vezes vereador da cidade do Salvador. Poucas pessoas e os líderes, ou o líder único do lado de lá, trabalhou três vezes para que eu não fosse eleito presidente da Câmara Municipal”, declarou o emedebista, fazendo uma menção velada aos embates com o ex-prefeito ACM Neto e o grupo de oposição.
Destacando sua aliança com as lideranças estaduais do PT, o vice-governador descreveu o momento em que seu nome foi escolhido para compor a chapa de Jerônimo Rodrigues na eleição passada, revertendo o favoritismo adversário. “O senador Jaques Wagner me olhou lá dos bastidores e disse: ‘Esse é o cara pra ganhar a eleição com um professor lá da cidade de Aiquara’ (…). A diferença eram quase 70 pontos da diferença do opositor. E graças ao bom Deus (…) nós ganhamos a eleição!”, celebrou Geraldo Júnior.