Para o parlamentar, retirada do antigo trem encareceu transporte da população e obra do VLT deveria ter priorizado o trecho de maior adensamento urbano.
As mudanças no sistema de transporte público que atende aos moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador voltaram a ser alvo de críticas na Assembleia Legislativa. Em entrevista à rádio Baiana FM, o deputado estadual Emerson Penalva (PP) questionou o cronograma e o traçado das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), conduzidas pelo Governo do Estado.
O parlamentar relembrou o impacto social decorrente da desativação do antigo sistema de trens urbanos, que ligava o Subúrbio à Calçada com tarifa de R$ 0,50, sendo substituído provisoriamente por linhas de ônibus com valores significativamente maiores.
“Eu vou iniciar falando do que o povo do Subúrbio vem sofrendo pela retirada do trem quando foi lançada essa obra do VLT. O povo do Subúrbio que está me ouvindo sabe que pagava 50 centavos para se dirigir no trem arcaico para a Calçada”, ponderou Penalva.
Embora reconheça a importância da conexão entre Paripe e o metrô na estação Águas Claras, o deputado avaliou que a prioridade do projeto de mobilidade deveria ter contemplado primeiro a área de maior densidade populacional ao longo do trecho ferroviário tradicional.
“A grande massa do Subúrbio está de Paripe até Lobato. E esse povo continua sofrendo. A minha avaliação é que tinha que ter começado de Lobato para Paripe, claro, e ir estendendo até Águas Claras”, afirmou.
Para o deputado, a falta de sincronia no planejamento mantém a população de baixa renda dependente de tarifas mais altas do transporte rodoviário sem usufruir, no curto prazo, do novo modal de massa.